17 fevereiro 2010

O Jeep das Rondas da PM - 2

Aí vai uma fotografia velhinha com os saudosos Willys de segunda geração (capot elevado), preparando-se para a ronda diária da CPM 499, na Beira, em 1964.
José Capela

16 fevereiro 2010

NOVAS CAPACIDADES NOS LANCEIROS

O  “Operacional” apresenta uma extensa reportagem sobre o Regimento de Lanceiros 2, realizada no dia em que assinalou 177 anos de vida. Mostra as suas novas capacidades e equipamentos. Muito completa, com muito bons apontamentos, comentários e registos fotográficos. A não perder em: http://www.operacional.pt/novas-capacidades-nos-lanceiros/

15 fevereiro 2010

CPM 499 - rectificação


O Maj-Gen Rui Lobo da Costa  escreve-nos a «felicitar pelo excelente trabalho apresentado nos "CM/Lanceiro"» e a rectificar o publicado no n.º2, na pág 41, sobre a CPM 499.
Segundo o n/ General  o correcto é o que consta na "Revista de Cavalaria" de 1965, a saber:
"Cmdt da CPM (inicialmente): Cap Cav Mário Pádua Valente; depois: Cap Cav José Nascimento Martins; depois: Cap Cav Rui Ernesto Freire Lobo da Costa e depois: Cap Cav Óscar da Rocha Lima".
E acrescenta: «O Alf Tenreiro substitui o Ten Martins aquando do regresso deste à Metropole, em fins de 64 e julgo termina a comissão na 1444, mas não a cmdt do 4.º Pelotão que não existe. Eu regresso à minha Unidade, BCav 571, ao fim de poucos meses na Beira».
Esta CPM sediada na Beira (Moçambique), 1963 a 65, tinha um Pelotão em Nampula do Alf Mil José Serôdio, e rendeu a CPM 131. Entre as suas missões teve a segurança dos aérodromos de Furancungo e de Mutarara com duas secções ali destacadas, a escolta de comboios com munições e a guarda a paiois e pontes metálicas do Comando Territorial do Centro. 

Citação

«HIERARQUIA (...), uma palavra herege numa era de igualitarismo desenfreado.» João Carlos Espada in ionline

14 fevereiro 2010

A "besta de Omaha"

Aquando do desembarque na Normandia, a 6 de Junho de 1944, o assalto à praia de Omaha resultou num desastre para os americanos, que tinham de atravessar uma praia com 600 m e depois subir uma arriba de 25 m, onde no topo se encontravam os alemães com armas ligeiras.
Iniciou-se o combate com um tapete de bombas que durou 2 horas, supostamente tendo suprimido, na área, qualquer manifestação de vida. A defesa da zona, em frente à praia, era constituida por um pelotão da Wehrmacht, onde andava lá um sujeitinho de seu nome Hein Severloh, que fazia o seu serviço militar sem muita convicção. Quando os americanos já tinham percorrido 350 m o tenente deu ordem de fogo. Então, o Hein Severloh agarrou-se á MG 42 e disparou durante nove horas consecutivas (a erva à volta ficou totalmente queimada), entretanto os militares do pelotão foram saíndo de mansinho á medida que não aguentavam a pressão, e ele ficou só a maior parte do tempo, julgando-se acompanhado do tenente que, entretanto, já tinha morrido. Historiadores ingleses e americanos, segundo o "Der Spiegle", crêem que o Cabo Hein, que morreu há quatro ou cinco anos, fosse responsável por mais de 3.000 mortes, de modo a ser cognominado a "besta de Omaha".
Carlos Passanha

13 fevereiro 2010

Citando

«...a anarquia quase geral da nossa sociedade tem horror à instituição militar. Uma instituição organizada, como a militar, que cultiva os valores da honra, da camaradagem, da disciplina e do dever para com a pátria, não pode ser bem vista pela sociedade actual. A nossa vida colectiva - a civil - privilegia o oportunismo, habituou-se aos casos de corrupção (com ou sem fundamento), tem uma imprensa virada para o escândalo e uma televisão com novelas que são difusoras da falta valores e da ausência dos bons costumes.»

Luís Campos e Cunha, ex-Ministro das Finanças in Público

12 fevereiro 2010

O Jeep das Rondas da PM

No dia do RL2 foi exposto na Parada Marechal Carmona um jeep da Polícia Militar, Land Rover Modelo 1970, meio indispensável nas multiplas e algumas vezes agitadas rondas efectuadas, na época, muitas delas chamadas a resolver desacatos na via pública envolvendo militares (estava-se em plena época da guerra do Ultramar) e muitas vezes civis, cumprindo assim uma das suas missões, fazer cumprir a disciplina militar e ajudar a manter a ordem publica. As missões realizadas, sobretudo em Lisboa, falam por si, especialmente nas zonas mais problemáticas como o Intendente, o Bairro Alto e o Cais do Sodré, além as das patrulhas de vigilância a paióis e outras instalações militares cuja eficácia ficou bem demonstrada pela inexistência de qualquer incidente grave.
O Comando e a Secção de Manutenção do RL2 estão de parabéns pela qualidade da recuperação, que envolveu, certamente, um aturado trabalho de pesquisa.
Por onde andará um velhinho exemplar do jeep Willys tão usado pela PM no Ultramar?  Recriem as nossas memórias que são raízes do nosso Pátria.




11 fevereiro 2010

O aeroporto de Chicago tem o nome de um herói da 2.ª Guerra Mundial




A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Era um piloto de caça, com base no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.
Um dia, a sua esquadrilha foi enviada numa missão. Durante o voo, viu, no painel do combustível, que se tinham esquecido de encher os depósitos. Não tinha combustível suficiente para completar a missão e voltar ao navio.
O cmdt do vôo ordenou-lhe que voltasse ao porta-aviões. Relutantemente, saiu da formação e iniciou a volta à base.
Quando estava de volta ao navio-mãe viu algo que lhe gelou o sangue: uma esquadrilha de aviões japoneses voava na direcção da esquadra americana. Com os seus caças longe, a esquadra estava indefesa Não podia voltar à sua esquadrilha nem avisá-los da aproximação do perigo.
Havia apenas uma coisa a fazer. Teria que desviá-los da esquadra de alguma maneira.
Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, picou sobre a formação de aviões inimigos.
Os seus canhões calibre 50, montados nas asas, dispararam enquanto atacava um surpreendido avião japonês e em seguida outro...
Butch voou dentro e fora da formação, agora rompida, e incendiou tantos aviões quanto possível, até que as suas muniçõs acabaram.
Ainda assim, ele continuou o ataque. Picava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impossibilitados de voar. Finalmente, a desorientada esquadrilha japonesa partiu noutra direção.
Profundamente aliviado, Butch O'Hare, e o seu avião danificado, dirigiu-se para o porta-aviões.
Logo à chegada informou os superiores sobre o acontecido.
O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história em detalhe. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar uma esquadrilha japonesa para proteger a esquadra. Na realidade, ele tinha abatido cinco aeronaves inimigas.
Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e, por aquela acção, Butch tornou-se o primeiro Ás da Marinha americana na 2ª Guerra Mundial, e o seu primeiro Aviador Naval a receber a Medalha de Honra do Congresso.
No ano seguinte Butch morreu num combate aéreo com 29 anos de idade.
A sua cidade natal não permitiu que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em Honra à coragem deste grande homem.
Assim, se passar no O'Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando a sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

09 fevereiro 2010

Irreverências sobre a Guerra -1

«Sou um "guerradicto", um marrão de temas bélicos», assim se define Gary Brecher, o autor de "Ward Nerd" ("o marrão da guerra"), que dedica até 15 horas diárias a rebuscar na net documentos sobre guerras e a tirar conclusões.
Da introdução do livro em espanhol, "Hazanas y chapuzas bélicas" (Heroísmos e trapalhadas bélicas), citamos:
- «Nem os pacifistas estão dispostos a devolver o que a guerra lhes deu: a casa onde vivem, as ruas onde vão de carro (...) se vivem nos Estados Unidos, estão em terreno ganho por conquista.»
- «Uma das mentiras habituais é que a guerra trás tragédia para todos. Os russos têm um ditado mais verdadeiro "A guerra é mãe para uns e madastra para outros". Falei com uns tipos que estiveram na 2.ª Guerra Mundial e chamou-me a atenção que quanto mais envelheciam menos vontade tinham de falar da sua vida de civis. Nada significava tanto (...) como aqueles anos de uniforme.»
- «A guerra foi sempre a melhor maneira de demonstrar que algo é importante. Di-lo com sangue. Queres essas terras? Pois dispõe-te a morrer por elas. Melhor ainda: como diría Patton [General], dispôe-te a matar por elas»
Voltaremos ao assunto.

08 fevereiro 2010

TCor Cav Joaquim Mouzinho de Albuquerque

Recordamos a morte de Mouzinho, Patrono da Cavalaria, a 8/Janeiro/1902, faz hoje 108 anos e um mês. O modo como ocorreu continua envolto em algum mistério.
Recentemente, José António Saraiva, na RTP, ao mostrar o total abandono e degradação em que se encontra a casa onde nasceu este capitão de Portugal, afirmou ser difícil aceitar que tenha posto termo à vida, quando há dois buracos de bala.
«é uma das figuras mais notáveis da galeria dos nossos heróis; (...) foi um militar ilustre de Exército Português e da Arma de Cavalaria» escreve, sobre o vencedor de Chaimite, o Gen Martins Barrento, no seu artigo, nos Cadernos Militares n.º2.

Correio - 1

- Parabéns pela iniciativa e pela qualidade da "Cadernos Militares n.º 2", fiel depositária do espírito do Lanceiro e da Cavalaria.
José Carlos Cadavez, Tenente-General
- Muito agradeço a excelente "Cadernos Militares n.º 2" que estou lendo com profundo interesse e prazer.
Silvino Silvério Marques, Tenente-General

07 fevereiro 2010

Apresentação - Alvorada

O "Lanceiro" anda na net desde 10 de Junho de 2001, como complemento da sua edição em papel, iniciada em 1999. Com a publicação dos "Cadernos Militares do Lanceiro", entendemos trazê-los também à net para marcar presença entre cada edição, mas, também, para manter uma ligação e uma antena à dimensão do mundo, que nestes anos nos deu justificadas razões do seu interesse. Tivemos contactos de muitas paragens: Àfrica do Sul, Venezuela, Suíça, Estados Unidos, Angola, Brasil, etc., além, como é o obvio, do nosso País. Os motivos foram diversos, desde querer saber de algum antigo camarada ou das reuniões de Companhias, até material destas ou sobre o Zé do Telhado, passando por pedidos das nossas publicações. Por regra, vieram de antigos militares, mas também houve de familiares, estudantes e professores.
Lançamos, por isso, e agora, os Cadernos Militares em forma de blogue de notas dos colaboradores, para manter a tónica e a proximidade, que iniciamos na alvorada de 7 de Fevereiro de 2010, dia do Regimento de Lanceiros 2, assumido "PATRONO" dos nossos projectos, que nos mostrou e ensinou o "serviço militar", que, no nosso entender, não deve terminar quando ele acaba, seja ele obrigatório ou o voluntário, mas deve continuar como um "activismo" na defesa dos interesses superiores da Pátria.
JMSC

Dia do Regimento de Lanceiros n.º 2


Realizou-se no dia 5/2 as cerimónias do dia da Unidade que celebrou 177 anos, com formatura de Forças em Parada de efectivos e viaturas do Regimento comandada pelo 2.º Cmdt, TCor Cav Marques da Silva. Presidiu o Vice-CEME, e contou com a presença de inúmeras individualidades militares e civis, entre as quais o antigo CEME, Gen Martins Barrento. Representaram a AAOL, da Direcção: Alfacinha de Brito, Cor Cav David e Silva e Augusto Fialho, do Conselho Fiscal, António Campos e dos "Cadernos Militares do Lanceiro", o Director, Santos Costa, que foram mencionados na alocução do Cmdt, Cor Cav Rui Cruz Silva. Na qual, lembrou os 8000 homens mobilizados para o Ultramar pelo Regimento, constituindo 67 CPM e 54 PPM, que serviram na Guiné, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Timor e Macau. E, ainda, as mais recentes participações de lanceiros em missões na Bósnia, Kosovo e Timor.
Além da cerimónia de Homenagem aos Mortos pela Pátria, frente ao Monumento existente no Regimento e ao recentemente aqui implantado dos Mortos do RC 7, trazido das suas antigas instalações, houve uma demonstraçõe de carácter Operacional e foi cantada pelos militares a Marcha do "Lanceiro".

Cadernos Militares do Lanceiro

Os Cadernos Militares do Lanceiro são um «desfile da "coisa militar", em revista». Estão publicados dois números, formato A5, com cem páginas cada um e profusamente ilustrados. Poderão ser em breve consultados neste blog ou solicitados, a edição em papel, para: jornallanceiro@gmail.com
O seu preço é 5€ o n.º1 e 7€ o n.º2. Os dois n.ºs 10€ (portes incluídos para Portugal). Podem também ser adquiridos nas seguintes livrarias, em Lisboa: Barata (Av. Roma), Férin (R. Nova do Almada) e Livros da  Ribeira (Av. 24 de Julho); em Coimbra: Minerva; e no Porto: Lello.
Enviamos gratuitamente o pdf dos Cadernos n.º1 a quem o solicitar.