18 março 2010

"Alma do Exército" (1)

« Os homens morrem; o regimento fica»
«A fórmula é simples — não procurar criar um exército de homens. Reunir estes em grupos — regimentos, batalhões — e depois reunir os grupos para formar um exército. Não formar o espírito do Exército por meio de fórmulas de propaganda ou programas informativos, mas numa base real de espírito de grupo, de espírito de corpo. As suas unidades não devem representar apenas números de uma relação, susceptíveis de mudanças, trocas, extinção e reorgahização, ao sabor de um cidadão sentado a uma secretária. Elas devem ser imperecíveis.
Uma solução que os Ingleses, Franceses e Alemães há muito tempo encontraram, e que Alexandre adoptou, ao criar o primeiro exército verdadeiramente organizado da História. Uma solução que fez do Mundo um feudo de Roma...» in "Alma do Exército" por Major George Eliot.

15 março 2010

A China nos mares da Somália

A China também está em missão de paz na região da Somália. Enviou navios, helicópteros e 800 homens. Trata-se da quinta frota que enviam para missões de paz. Efectuarão, durante quatro meses, patrulhas no Golfo de Aden e nas águas da Somália.

11 março 2010

Cantina do Exército Americano no Iraque

Lembram-se da NOSSA GUERRA do ULTRAMAR...???
...Estes gajos EUA têm tudo.
Melhor que o menu de hotéis de 5 estrelas....
Duvidam!?,...O melhor é alistarem-se...
Imaginem que tudo isto é fornecido por avião.
A.P.

10 março 2010

A AAOL aberta a todos os lanceiros

A Assembleia Geral Extraordinária da AAOL, reunida hoje, dia 10 de Março de 2010, num abraço fraterno de camaradagem, aprovou a proposta de alteração de Estatutos da Direcção, que permite a entrada de sargentos e praças como sócios efectivos.

08 março 2010

CD do jornal "Lanceiro"

Estão à venda, em CD, os 30 números do "Lanceiro", publicados entre 1999 e 2002.
INCLUI: - Os Lanceiros; - História da PM; - Unidades PM de 1961-74
- Serviram no Ultramar: BCav: 345, 2830, 2854, 2868; CPM: 130, 131, 314, 497, 641, 765, 1443, 1444, 1529, 1579, 1664, 1750, 1753, 1754, 2343, 2490, 2537, 2575, 2684, 2685, 3334, 3524, 3525, 8240, 8241, 8242, 8246, 8247; ECav 149, ERec AML 3432; PPM: 1, 952, 1203, 2072, 2094, 2142, 2226; PRec Daimler 2044, Fox 888.
- Historial do RC 7 e do RL2
- Mouzinho; - Historiografia militar; - Código do Lanceiro
- Brasões, Guiões e Emblemas braçais
- Vida Militar e muito mais...
Escrevem, entre outros: TCor Cav Quinta-Nova, Roberto de Moraes, Gen Martins Barrento, Cor Cav António Melo, Cor Cav Monteiro da Graça e Dias de Almeida.
Preço: 15 € (inclui portes)
Pedidos para: jornallanceiro@gmail



06 março 2010

Batalha de São Romano

Quadro da Batalha de São Romano, pintado por Paolo Uccello (1397-1475, Florença), um dos pintores do estilo épico renascentista, a pedido dos Médicis, para imortalizar a vitória do exército de Florença sobre Sienna, em 1432.

04 março 2010

Na fronteira indo-paquistanesa

Para quem gosta de paradas. Cerimónia diária de encerramento da fonteira indo-paquistanesa, uma estrada, de Wagah:
http://www.youtube.com/watch?v=LZ0ue-XGl9c

A caridade com Àfrica financia a compra de armas!

Milhões de dólares destinados às vítimas da fome etíope de 1984/1985 foram desviados por rebeldes para a compra de armas, segundo revela uma investigação da BBC.
Um líder rebelde disse que 95 milhões de dólares - de governos ocidentais e de caridades - foram desviados para financiar as suas operações rebeldes. "Foram-me dadas roupas para que me parecesse com um comerciante muçulmano. Esse era um truque usado com as ONG's".
Cerca de 100 milhões de dólares passaram pelas mãos da Frente de Libertação do Povo do Tigre (TPLF) e de grupos a si associados.O dinheiro foi usado para comprar armas e para criar um partido Marxista de linha dura no seio do movimento rebelde.

03 março 2010

Pergunta estúpida, excelente resposta!


Respostas do australiano Gen Peter Cosgrove sobre armas e jovens a uma jornalista de rádio, a propósito de uma visita de rapazes, realizada ao seu Quartel-General.
Jornalista: Que coisas vão ensinar a estes jovens rapazes?
General: Vamos ensiná-los a escalar, canoagem, tiro ao arco e tiro.
J: Tiro?! Isso não é um pouco irresponsável?
G: Não vejo porquê. Estarão supervisionados na carreira de tiro.
J: Não acha que é uma actividade perigosa para ser ensinada a crianças?
G: Não, dado ser-lhes ensinada a disciplina e o manejo das armas antes de mexerem nelas.
J: Mas está a prepará-los para serem violentos assassinos.
G: Bem, minha senhora, também está equipada para ser prostituta e não o é ou é?
A rádio ficou silenciosa 46 segundos até recomeçar a emissão...
José Vilela

01 março 2010

1.ª CPMMoçambique

Os Veteranos da 1.ª CPMM, Tete/Moçambique (1972/75) têm um site sobre a sua antiga CPM, criada pelo Comando-Chefe das FA de Moçambique, e os elementos que a constituiram.
Raul Ferreira Rocha

27 fevereiro 2010

AAOL - Alteração de Estatutos

A Associação dos Antigos Oficiais de Lanceiros (AAOL) vai realizar uma Assembleia Geral Extraordinária no próximo dia 10 de Março, às 13H30, no RL2, destinada à analise, discussão e votação da alteração de Estatutos proposta pela Direcção.
Esta alteração visa essencialmente abrir a Associação a todos os lanceiros: oficiais, sargentos e praças. Trata-se de um alargar da "passada", bem ao estilo lanceiro, convictos da necessidade de ir mais além do seu ciclo inicial, muto ligado à experiência ultramarina.
Os tempos são outros, o serviço militar já não é obrigatório, a PM já é PE, o Quartel está em vias de ser vendido e não se sabe por quanto tempo mais existirá o Regimento... É um último, possível, Toque de Reunir, em nome da tradição e do futuro, caso queiram ser lembrados e deixar "pegadas" aos vindouros, do empenho, do sacrifício e do valor de ter sido e ser lanceiro, agregando novas vontades e experiências.
"Aqui tivemos a honra de servir" assinala uma das muitas placas comemorativas de reuniões de antigos lanceiros que revestem uma longa parede do Regimento de Lanceiros n.º2, na Calçada da Ajuda, em Lisboa.
JMSC

26 fevereiro 2010

Afeganistão - Rocket attack! Rocket attack!

 «Cheguei a Kandahar, no Sul do Afeganistão. Nem cinco minutos depois de ter entrado na base, já os Talibãs nos tinham recebido com um ataque de morteiro. O alerta das sirenes, grito de "Rocket Attack! Rocket Attack!" Primeiro no chão... depois correr para o bunker. E ali ficámos mais de uma hora à espera do "All Clear! All Clear!" Tem sido assim todas as noites, diz-me o Robert, o sargento americano que nos acompanha.» Assim começa o relato do jornalista português Luís de Castro, da RTP, no seu blogue: http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/,  da sua estadia no Afeganistão, com fotos.
António Melo

21 fevereiro 2010

A pirataria no séc. XXI

No dizer da ministra da Defesa espanhola, os piratas que actuam ao largo da Somália “são uma autêntica organização criminosa com ligações aos escritórios de advogados mais sofisticados de Londres”.
Acerca do desaparecimento da pirataria, escreveu o professor da Universidade de Génova Olivier de Ferron em 1958: “tendo-se alterado profundamente as condições gerais de navegação, a repressão da pirataria e suas modalidades levantam um problema muito mais teórico do que prático”. Foram considerações deste tipo que levaram muitos Estados a eliminar da lei penal o crime de pirataria. Mas os gurus do direito internacional marítimo falharam a previsão, porque há ataques de piratas, não só na Somália, mas também na Nigéria, na Tanzânia, no Bangladesh e na Indonésia.
 Ver: «Afinal o que é a pirataria?»  por Eduardo Serra Brandão, Cmdt da “Corte Real”, no regresso da sua missão nos mares da Somália  no http://www.jornaldefesa.com.pt/noticias_v.asp?id=766
António Melo

19 fevereiro 2010

Maj Cav Cruz Azevedo, o "Taco"

«Solicito o arquivo pdf dos Cadernos Militares n.º1.
Sou o filho mais velho do falecido – Manuel José Magalhães da Cruz Azevedo.
Morreu de AVC........em 2007...........eu moro em Belo Horizonte MG, quando saímos de Lisboa em 1975..........chegamos ao Brasil em 19.07.1975, para mim, acredite, como filho mais velho (de 05 filhos)....foi um exemplo de homem para mim........morreu sem nos deixar nada.............apenas exemplo de honestidade e princípios e valores.............Estudei no Colégio Militar ........»
Filipe Manuel Cruz Azevedo
Nota da Redacção: Cruz Azevedo foi Cmdt da CPM 418 (Angola 1963-65) c/ a divisa "Desporto e Saúde". Era conhecido por "Taco"e pela sua destreza física.
No 25/4, comandou a força do "2" destinada a retomar o Governo Militar de Lisboa, com o Ten Cav Ravasco. Quando o MFA entrou no Regimento e se apresentou como tal, o Major, segundo o Cor Cav Monteiro da Graça, 2.º Cmdt na época, enfrentou-os, juntamente com o Cmdt, afirmando «não sei o que isso é», acabando preso...

18 fevereiro 2010

ECav 149 - Histórias mal contadas

No blog  abaixo indicado analisa-se e corrige-se a história do ECav 149 do Capitão Cav Rui Abrantes, o esquadrão que chegou a Nambuangongo pouco depois das tropas de Maçanita, relatada em livros feitos sem o "contraditório" dos participantes!...
É o caso do livro "GUERRA DE ÁFRICA - ANGOLA, 1961 - 1974", da colecção "Batalhas da História de Portugal", nº 22 vendida pelo Correio da Manhã, coordenada pela Presidente da Academia Portuguesa de História. O autor Rui de Azevedo Teixeira, confrontado com as incorrecções justificou-as com o «não ser historiador, mas licenciado em letras, e lhe tinha sido pedida uma história, que escrevera»...
Conheça a "aventura" destes homens, contada na primeira pessoa, e cuja proeza foi filmada integralmente pela RTP, no:  http://memoria149.blogspot.com/
José Cardona

17 fevereiro 2010

O Jeep das Rondas da PM - 2

Aí vai uma fotografia velhinha com os saudosos Willys de segunda geração (capot elevado), preparando-se para a ronda diária da CPM 499, na Beira, em 1964.
José Capela

16 fevereiro 2010

NOVAS CAPACIDADES NOS LANCEIROS

O  “Operacional” apresenta uma extensa reportagem sobre o Regimento de Lanceiros 2, realizada no dia em que assinalou 177 anos de vida. Mostra as suas novas capacidades e equipamentos. Muito completa, com muito bons apontamentos, comentários e registos fotográficos. A não perder em: http://www.operacional.pt/novas-capacidades-nos-lanceiros/

15 fevereiro 2010

CPM 499 - rectificação


O Maj-Gen Rui Lobo da Costa  escreve-nos a «felicitar pelo excelente trabalho apresentado nos "CM/Lanceiro"» e a rectificar o publicado no n.º2, na pág 41, sobre a CPM 499.
Segundo o n/ General  o correcto é o que consta na "Revista de Cavalaria" de 1965, a saber:
"Cmdt da CPM (inicialmente): Cap Cav Mário Pádua Valente; depois: Cap Cav José Nascimento Martins; depois: Cap Cav Rui Ernesto Freire Lobo da Costa e depois: Cap Cav Óscar da Rocha Lima".
E acrescenta: «O Alf Tenreiro substitui o Ten Martins aquando do regresso deste à Metropole, em fins de 64 e julgo termina a comissão na 1444, mas não a cmdt do 4.º Pelotão que não existe. Eu regresso à minha Unidade, BCav 571, ao fim de poucos meses na Beira».
Esta CPM sediada na Beira (Moçambique), 1963 a 65, tinha um Pelotão em Nampula do Alf Mil José Serôdio, e rendeu a CPM 131. Entre as suas missões teve a segurança dos aérodromos de Furancungo e de Mutarara com duas secções ali destacadas, a escolta de comboios com munições e a guarda a paiois e pontes metálicas do Comando Territorial do Centro. 

Citação

«HIERARQUIA (...), uma palavra herege numa era de igualitarismo desenfreado.» João Carlos Espada in ionline

14 fevereiro 2010

A "besta de Omaha"

Aquando do desembarque na Normandia, a 6 de Junho de 1944, o assalto à praia de Omaha resultou num desastre para os americanos, que tinham de atravessar uma praia com 600 m e depois subir uma arriba de 25 m, onde no topo se encontravam os alemães com armas ligeiras.
Iniciou-se o combate com um tapete de bombas que durou 2 horas, supostamente tendo suprimido, na área, qualquer manifestação de vida. A defesa da zona, em frente à praia, era constituida por um pelotão da Wehrmacht, onde andava lá um sujeitinho de seu nome Hein Severloh, que fazia o seu serviço militar sem muita convicção. Quando os americanos já tinham percorrido 350 m o tenente deu ordem de fogo. Então, o Hein Severloh agarrou-se á MG 42 e disparou durante nove horas consecutivas (a erva à volta ficou totalmente queimada), entretanto os militares do pelotão foram saíndo de mansinho á medida que não aguentavam a pressão, e ele ficou só a maior parte do tempo, julgando-se acompanhado do tenente que, entretanto, já tinha morrido. Historiadores ingleses e americanos, segundo o "Der Spiegle", crêem que o Cabo Hein, que morreu há quatro ou cinco anos, fosse responsável por mais de 3.000 mortes, de modo a ser cognominado a "besta de Omaha".
Carlos Passanha

13 fevereiro 2010

Citando

«...a anarquia quase geral da nossa sociedade tem horror à instituição militar. Uma instituição organizada, como a militar, que cultiva os valores da honra, da camaradagem, da disciplina e do dever para com a pátria, não pode ser bem vista pela sociedade actual. A nossa vida colectiva - a civil - privilegia o oportunismo, habituou-se aos casos de corrupção (com ou sem fundamento), tem uma imprensa virada para o escândalo e uma televisão com novelas que são difusoras da falta valores e da ausência dos bons costumes.»

Luís Campos e Cunha, ex-Ministro das Finanças in Público

12 fevereiro 2010

O Jeep das Rondas da PM

No dia do RL2 foi exposto na Parada Marechal Carmona um jeep da Polícia Militar, Land Rover Modelo 1970, meio indispensável nas multiplas e algumas vezes agitadas rondas efectuadas, na época, muitas delas chamadas a resolver desacatos na via pública envolvendo militares (estava-se em plena época da guerra do Ultramar) e muitas vezes civis, cumprindo assim uma das suas missões, fazer cumprir a disciplina militar e ajudar a manter a ordem publica. As missões realizadas, sobretudo em Lisboa, falam por si, especialmente nas zonas mais problemáticas como o Intendente, o Bairro Alto e o Cais do Sodré, além as das patrulhas de vigilância a paióis e outras instalações militares cuja eficácia ficou bem demonstrada pela inexistência de qualquer incidente grave.
O Comando e a Secção de Manutenção do RL2 estão de parabéns pela qualidade da recuperação, que envolveu, certamente, um aturado trabalho de pesquisa.
Por onde andará um velhinho exemplar do jeep Willys tão usado pela PM no Ultramar?  Recriem as nossas memórias que são raízes do nosso Pátria.




11 fevereiro 2010

O aeroporto de Chicago tem o nome de um herói da 2.ª Guerra Mundial




A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Era um piloto de caça, com base no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.
Um dia, a sua esquadrilha foi enviada numa missão. Durante o voo, viu, no painel do combustível, que se tinham esquecido de encher os depósitos. Não tinha combustível suficiente para completar a missão e voltar ao navio.
O cmdt do vôo ordenou-lhe que voltasse ao porta-aviões. Relutantemente, saiu da formação e iniciou a volta à base.
Quando estava de volta ao navio-mãe viu algo que lhe gelou o sangue: uma esquadrilha de aviões japoneses voava na direcção da esquadra americana. Com os seus caças longe, a esquadra estava indefesa Não podia voltar à sua esquadrilha nem avisá-los da aproximação do perigo.
Havia apenas uma coisa a fazer. Teria que desviá-los da esquadra de alguma maneira.
Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, picou sobre a formação de aviões inimigos.
Os seus canhões calibre 50, montados nas asas, dispararam enquanto atacava um surpreendido avião japonês e em seguida outro...
Butch voou dentro e fora da formação, agora rompida, e incendiou tantos aviões quanto possível, até que as suas muniçõs acabaram.
Ainda assim, ele continuou o ataque. Picava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impossibilitados de voar. Finalmente, a desorientada esquadrilha japonesa partiu noutra direção.
Profundamente aliviado, Butch O'Hare, e o seu avião danificado, dirigiu-se para o porta-aviões.
Logo à chegada informou os superiores sobre o acontecido.
O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história em detalhe. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar uma esquadrilha japonesa para proteger a esquadra. Na realidade, ele tinha abatido cinco aeronaves inimigas.
Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e, por aquela acção, Butch tornou-se o primeiro Ás da Marinha americana na 2ª Guerra Mundial, e o seu primeiro Aviador Naval a receber a Medalha de Honra do Congresso.
No ano seguinte Butch morreu num combate aéreo com 29 anos de idade.
A sua cidade natal não permitiu que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em Honra à coragem deste grande homem.
Assim, se passar no O'Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando a sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

09 fevereiro 2010

Irreverências sobre a Guerra -1

«Sou um "guerradicto", um marrão de temas bélicos», assim se define Gary Brecher, o autor de "Ward Nerd" ("o marrão da guerra"), que dedica até 15 horas diárias a rebuscar na net documentos sobre guerras e a tirar conclusões.
Da introdução do livro em espanhol, "Hazanas y chapuzas bélicas" (Heroísmos e trapalhadas bélicas), citamos:
- «Nem os pacifistas estão dispostos a devolver o que a guerra lhes deu: a casa onde vivem, as ruas onde vão de carro (...) se vivem nos Estados Unidos, estão em terreno ganho por conquista.»
- «Uma das mentiras habituais é que a guerra trás tragédia para todos. Os russos têm um ditado mais verdadeiro "A guerra é mãe para uns e madastra para outros". Falei com uns tipos que estiveram na 2.ª Guerra Mundial e chamou-me a atenção que quanto mais envelheciam menos vontade tinham de falar da sua vida de civis. Nada significava tanto (...) como aqueles anos de uniforme.»
- «A guerra foi sempre a melhor maneira de demonstrar que algo é importante. Di-lo com sangue. Queres essas terras? Pois dispõe-te a morrer por elas. Melhor ainda: como diría Patton [General], dispôe-te a matar por elas»
Voltaremos ao assunto.

08 fevereiro 2010

TCor Cav Joaquim Mouzinho de Albuquerque

Recordamos a morte de Mouzinho, Patrono da Cavalaria, a 8/Janeiro/1902, faz hoje 108 anos e um mês. O modo como ocorreu continua envolto em algum mistério.
Recentemente, José António Saraiva, na RTP, ao mostrar o total abandono e degradação em que se encontra a casa onde nasceu este capitão de Portugal, afirmou ser difícil aceitar que tenha posto termo à vida, quando há dois buracos de bala.
«é uma das figuras mais notáveis da galeria dos nossos heróis; (...) foi um militar ilustre de Exército Português e da Arma de Cavalaria» escreve, sobre o vencedor de Chaimite, o Gen Martins Barrento, no seu artigo, nos Cadernos Militares n.º2.

Correio - 1

- Parabéns pela iniciativa e pela qualidade da "Cadernos Militares n.º 2", fiel depositária do espírito do Lanceiro e da Cavalaria.
José Carlos Cadavez, Tenente-General
- Muito agradeço a excelente "Cadernos Militares n.º 2" que estou lendo com profundo interesse e prazer.
Silvino Silvério Marques, Tenente-General

07 fevereiro 2010

Apresentação - Alvorada

O "Lanceiro" anda na net desde 10 de Junho de 2001, como complemento da sua edição em papel, iniciada em 1999. Com a publicação dos "Cadernos Militares do Lanceiro", entendemos trazê-los também à net para marcar presença entre cada edição, mas, também, para manter uma ligação e uma antena à dimensão do mundo, que nestes anos nos deu justificadas razões do seu interesse. Tivemos contactos de muitas paragens: Àfrica do Sul, Venezuela, Suíça, Estados Unidos, Angola, Brasil, etc., além, como é o obvio, do nosso País. Os motivos foram diversos, desde querer saber de algum antigo camarada ou das reuniões de Companhias, até material destas ou sobre o Zé do Telhado, passando por pedidos das nossas publicações. Por regra, vieram de antigos militares, mas também houve de familiares, estudantes e professores.
Lançamos, por isso, e agora, os Cadernos Militares em forma de blogue de notas dos colaboradores, para manter a tónica e a proximidade, que iniciamos na alvorada de 7 de Fevereiro de 2010, dia do Regimento de Lanceiros 2, assumido "PATRONO" dos nossos projectos, que nos mostrou e ensinou o "serviço militar", que, no nosso entender, não deve terminar quando ele acaba, seja ele obrigatório ou o voluntário, mas deve continuar como um "activismo" na defesa dos interesses superiores da Pátria.
JMSC

Dia do Regimento de Lanceiros n.º 2


Realizou-se no dia 5/2 as cerimónias do dia da Unidade que celebrou 177 anos, com formatura de Forças em Parada de efectivos e viaturas do Regimento comandada pelo 2.º Cmdt, TCor Cav Marques da Silva. Presidiu o Vice-CEME, e contou com a presença de inúmeras individualidades militares e civis, entre as quais o antigo CEME, Gen Martins Barrento. Representaram a AAOL, da Direcção: Alfacinha de Brito, Cor Cav David e Silva e Augusto Fialho, do Conselho Fiscal, António Campos e dos "Cadernos Militares do Lanceiro", o Director, Santos Costa, que foram mencionados na alocução do Cmdt, Cor Cav Rui Cruz Silva. Na qual, lembrou os 8000 homens mobilizados para o Ultramar pelo Regimento, constituindo 67 CPM e 54 PPM, que serviram na Guiné, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Timor e Macau. E, ainda, as mais recentes participações de lanceiros em missões na Bósnia, Kosovo e Timor.
Além da cerimónia de Homenagem aos Mortos pela Pátria, frente ao Monumento existente no Regimento e ao recentemente aqui implantado dos Mortos do RC 7, trazido das suas antigas instalações, houve uma demonstraçõe de carácter Operacional e foi cantada pelos militares a Marcha do "Lanceiro".

Cadernos Militares do Lanceiro

Os Cadernos Militares do Lanceiro são um «desfile da "coisa militar", em revista». Estão publicados dois números, formato A5, com cem páginas cada um e profusamente ilustrados. Poderão ser em breve consultados neste blog ou solicitados, a edição em papel, para: jornallanceiro@gmail.com
O seu preço é 5€ o n.º1 e 7€ o n.º2. Os dois n.ºs 10€ (portes incluídos para Portugal). Podem também ser adquiridos nas seguintes livrarias, em Lisboa: Barata (Av. Roma), Férin (R. Nova do Almada) e Livros da  Ribeira (Av. 24 de Julho); em Coimbra: Minerva; e no Porto: Lello.
Enviamos gratuitamente o pdf dos Cadernos n.º1 a quem o solicitar.