05 abril 2010

02 abril 2010

1ª C.P.M.M. / TETE 1972-1975

"Recordar é Viver" - VETERANOS 1ª C.P.M.M. / TETE 1972-1975
Um panorama que não pretende ser exaustivo mas que é uma pequena compilação para a história desta unidade das Forças Armadas Portuguesas em Tete Moçambique 1972-1975.
Os documentos têm como origem vários álbuns editados através da internet por alguns dos veteranos da 1ª C.P.M.M.
http://www.youtube.com/watch?v=zbiNR6c6-U4
Raul Ferreira Rocha

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01 abril 2010

Declínio dos Impérios...


Uma boa imagem gráfica da evolução dos impérios inglês, francês, espanhol e português. (Atenção às datas que vêm no canto inferior esquerdo.)
>>>> http://holykaw.alltop.com/visualization-of-the-british-french-spanish-a?
A. Melo

28 março 2010

Efeméride: 28 Março 1939

Os nacionalistas espanhóis entram em Madrid e desfilam perante o General Francisco Franco, um general de 46 anos.
A sua entrada vitoriosa na capital espanhola, depois da rendição incondicional dos "internacionalistas", ditava o fim da Guerra Civil Espanhola, onde combateram inúmeros portugueses.

26 março 2010

Armaduras em Madrid

A exposiçâo "El Arte del poder. La Real Armería y el retrato de corte", no Museo do Prado, em Madrid, é uma excepcional ocasião para contemplar uma parte muito representativa das suas obras conjuntamente com uma colecção de armaduras da Real Armaria de Madrid (35 pinturas e 31 peças de armaría). De 9 de marzo 2010 a 23 de mayo 2010.

24 março 2010

Uma lição de decisão...

QUE REI SOU EU?
Uma antiga e verídica história de JUSCELINO KUBITSCHEK., antigo Presidente do Brasil.
Teferi Makonnen Hailé Selassié, negro, de barba e bigodão, coroado "negus" (imperador) da Abissínia-Etiópia em 1930, "Leão conquistador da Tribo de Judá", "Eleito de Deus", "Rei dos Reis", já com quase 70 anos, veio ao Brasil de 13 a 16 de dezembro de 1960, com enorme comitiva.
Estava jantando com o presidente Kubitschek no novíssimo Palácio da Alvorada, quando se aproxima um assessor e lhe diz qualquer coisa no ouvido. Selassié parou um instante, pensou, voltou a jantar tranquilamente.
Juscelino, perspicaz, percebeu:
- Alguma coisa, Imperador?
- Presidente, acabo de ser deposto por meu filho, na Abissínia (hoje novamente Etiópia). Mas eu sei que o rei sou eu. Não vamos alterar o nosso programa. Quero apenas, quando sairmos daqui, uma audiência reservada com o senhor.
Depois do jantar, foram para o gabinete e Selassié pediu a Juscelino que convocasse o gerente do Citibank. Queria sacar US$ 100 mil para alugar um avião e mandar de volta os cem generais que tinham vindo com ele.
Juscelino chamou, veio o gerente, disse não podia ser. O dinheiro, depositado em nome do País, já tinha sido bloqueado por ordem do novo governo de Adis-Abeba. Só havia uma possibilidade: se o Brasil avalizasse o cheque.
JK mandou chamar o secretário-geral do Itamaraty, Edmundo Barbosa da Silva, que estava respondendo pelo ministério do Exterior, porque o ministro Horácio Lafer estava viajando.
Na hora de assinar o cheque, avalizando-o, o embaixador tremeu tanto que a assinatura não saía. Juscelino tomou-lhe a caneta:
- Ora, Edmundo, me dá isso que eu assino.
Juscelino assinou, avalizou o cheque, Selassié alugou um avião da Panair, embarcou na frente de seus cem generais, cumpriu fielmente todo o programa no Brasil e voltou para Adis-Abeba.
Os três chefes do golpe o "ras" Imru, primeiro-ministro, o general Girmamé Neway, governador de província, e seu irmão Mengistu, comandante da guarda imperial, mataram um grupo de nobres que tinham tomado como reféns, e "suicidaram-se" depois.
Selassié deu uma surra de chicote, no meio da praça central, no filho e príncipe herdeiro, Merede Azimach-Asfa Wessen Hailé Selassié, mandou-o para Londres como embaixador. E continuou imperador até setembro de 74, quando afinal foi deposto e preso por um golpe militar, aos 82 anos.
Que rei sou eu?
Em 74, quando Selassié foi derrubado, perguntei a Juscelino:
- Presidente, e se o 'Leão de Judá'' não conseguisse reassumir?
- O prejuízo seria de US$ 100 mil. Muito mais barato do que deixar e sustentar no Copacabana Palace, e toda noite no Sacha's, cem crioulos, generais abusados, mal-acostumados com o poder total.
E deu uma de suas gargalhadas de janela abertas e olhos fechados.
Parou um pouco, pensou, falou mais para ele do que para mim:
- Tanto faz ser imperador na Etiópia, presidente no Brasil ou prefeito em Diamantina. Chegada a hora de decidir, quem tem que decidir é você, eleito pelo povo ou herdeiro de uma ditadura africana.
Ouve, discute, analisa, mas não pode transferir a decisão. Se transferir, não dá certo.
Na hora ou lá na frente, vai ficar pior. No Governo você tem sempre que saber que rei você é.
(Fonte: Jornal Diário de Pernambuco)

21 março 2010

A defesa dos interesses ameaçados

Num contexto em que a ligação histórica entre influência política e poder militar tem vindo a ser questionada pelo declínio da relevância da guerra como instrumento político, os europeus tenderão a mostrar-se mais interessados em saber o que pode acontecer aos seus empregos do que sobre o papel mais ou menos influente que a União Europeia deve ter no mundo. Importa, por isso, lembrar mais frequentemente que se há alternativas à utilização do emprego militar para se exercer influência externa, não existe outro recurso seguro, senão o militar, quando se trata de defender interesses ameaçados.

Texto completo: «As relações NATO/EU» (ARR)
http://www.jornaldefesa.com.pt/
A. Melo

18 março 2010

"Alma do Exército" (1)

« Os homens morrem; o regimento fica»
«A fórmula é simples — não procurar criar um exército de homens. Reunir estes em grupos — regimentos, batalhões — e depois reunir os grupos para formar um exército. Não formar o espírito do Exército por meio de fórmulas de propaganda ou programas informativos, mas numa base real de espírito de grupo, de espírito de corpo. As suas unidades não devem representar apenas números de uma relação, susceptíveis de mudanças, trocas, extinção e reorgahização, ao sabor de um cidadão sentado a uma secretária. Elas devem ser imperecíveis.
Uma solução que os Ingleses, Franceses e Alemães há muito tempo encontraram, e que Alexandre adoptou, ao criar o primeiro exército verdadeiramente organizado da História. Uma solução que fez do Mundo um feudo de Roma...» in "Alma do Exército" por Major George Eliot.

15 março 2010

A China nos mares da Somália

A China também está em missão de paz na região da Somália. Enviou navios, helicópteros e 800 homens. Trata-se da quinta frota que enviam para missões de paz. Efectuarão, durante quatro meses, patrulhas no Golfo de Aden e nas águas da Somália.

11 março 2010

Cantina do Exército Americano no Iraque

Lembram-se da NOSSA GUERRA do ULTRAMAR...???
...Estes gajos EUA têm tudo.
Melhor que o menu de hotéis de 5 estrelas....
Duvidam!?,...O melhor é alistarem-se...
Imaginem que tudo isto é fornecido por avião.
A.P.

10 março 2010

A AAOL aberta a todos os lanceiros

A Assembleia Geral Extraordinária da AAOL, reunida hoje, dia 10 de Março de 2010, num abraço fraterno de camaradagem, aprovou a proposta de alteração de Estatutos da Direcção, que permite a entrada de sargentos e praças como sócios efectivos.

08 março 2010

CD do jornal "Lanceiro"

Estão à venda, em CD, os 30 números do "Lanceiro", publicados entre 1999 e 2002.
INCLUI: - Os Lanceiros; - História da PM; - Unidades PM de 1961-74
- Serviram no Ultramar: BCav: 345, 2830, 2854, 2868; CPM: 130, 131, 314, 497, 641, 765, 1443, 1444, 1529, 1579, 1664, 1750, 1753, 1754, 2343, 2490, 2537, 2575, 2684, 2685, 3334, 3524, 3525, 8240, 8241, 8242, 8246, 8247; ECav 149, ERec AML 3432; PPM: 1, 952, 1203, 2072, 2094, 2142, 2226; PRec Daimler 2044, Fox 888.
- Historial do RC 7 e do RL2
- Mouzinho; - Historiografia militar; - Código do Lanceiro
- Brasões, Guiões e Emblemas braçais
- Vida Militar e muito mais...
Escrevem, entre outros: TCor Cav Quinta-Nova, Roberto de Moraes, Gen Martins Barrento, Cor Cav António Melo, Cor Cav Monteiro da Graça e Dias de Almeida.
Preço: 15 € (inclui portes)
Pedidos para: jornallanceiro@gmail



06 março 2010

Batalha de São Romano

Quadro da Batalha de São Romano, pintado por Paolo Uccello (1397-1475, Florença), um dos pintores do estilo épico renascentista, a pedido dos Médicis, para imortalizar a vitória do exército de Florença sobre Sienna, em 1432.

04 março 2010

Na fronteira indo-paquistanesa

Para quem gosta de paradas. Cerimónia diária de encerramento da fonteira indo-paquistanesa, uma estrada, de Wagah:
http://www.youtube.com/watch?v=LZ0ue-XGl9c

A caridade com Àfrica financia a compra de armas!

Milhões de dólares destinados às vítimas da fome etíope de 1984/1985 foram desviados por rebeldes para a compra de armas, segundo revela uma investigação da BBC.
Um líder rebelde disse que 95 milhões de dólares - de governos ocidentais e de caridades - foram desviados para financiar as suas operações rebeldes. "Foram-me dadas roupas para que me parecesse com um comerciante muçulmano. Esse era um truque usado com as ONG's".
Cerca de 100 milhões de dólares passaram pelas mãos da Frente de Libertação do Povo do Tigre (TPLF) e de grupos a si associados.O dinheiro foi usado para comprar armas e para criar um partido Marxista de linha dura no seio do movimento rebelde.

03 março 2010

Pergunta estúpida, excelente resposta!


Respostas do australiano Gen Peter Cosgrove sobre armas e jovens a uma jornalista de rádio, a propósito de uma visita de rapazes, realizada ao seu Quartel-General.
Jornalista: Que coisas vão ensinar a estes jovens rapazes?
General: Vamos ensiná-los a escalar, canoagem, tiro ao arco e tiro.
J: Tiro?! Isso não é um pouco irresponsável?
G: Não vejo porquê. Estarão supervisionados na carreira de tiro.
J: Não acha que é uma actividade perigosa para ser ensinada a crianças?
G: Não, dado ser-lhes ensinada a disciplina e o manejo das armas antes de mexerem nelas.
J: Mas está a prepará-los para serem violentos assassinos.
G: Bem, minha senhora, também está equipada para ser prostituta e não o é ou é?
A rádio ficou silenciosa 46 segundos até recomeçar a emissão...
José Vilela

01 março 2010

1.ª CPMMoçambique

Os Veteranos da 1.ª CPMM, Tete/Moçambique (1972/75) têm um site sobre a sua antiga CPM, criada pelo Comando-Chefe das FA de Moçambique, e os elementos que a constituiram.
Raul Ferreira Rocha

27 fevereiro 2010

AAOL - Alteração de Estatutos

A Associação dos Antigos Oficiais de Lanceiros (AAOL) vai realizar uma Assembleia Geral Extraordinária no próximo dia 10 de Março, às 13H30, no RL2, destinada à analise, discussão e votação da alteração de Estatutos proposta pela Direcção.
Esta alteração visa essencialmente abrir a Associação a todos os lanceiros: oficiais, sargentos e praças. Trata-se de um alargar da "passada", bem ao estilo lanceiro, convictos da necessidade de ir mais além do seu ciclo inicial, muto ligado à experiência ultramarina.
Os tempos são outros, o serviço militar já não é obrigatório, a PM já é PE, o Quartel está em vias de ser vendido e não se sabe por quanto tempo mais existirá o Regimento... É um último, possível, Toque de Reunir, em nome da tradição e do futuro, caso queiram ser lembrados e deixar "pegadas" aos vindouros, do empenho, do sacrifício e do valor de ter sido e ser lanceiro, agregando novas vontades e experiências.
"Aqui tivemos a honra de servir" assinala uma das muitas placas comemorativas de reuniões de antigos lanceiros que revestem uma longa parede do Regimento de Lanceiros n.º2, na Calçada da Ajuda, em Lisboa.
JMSC

26 fevereiro 2010

Afeganistão - Rocket attack! Rocket attack!

 «Cheguei a Kandahar, no Sul do Afeganistão. Nem cinco minutos depois de ter entrado na base, já os Talibãs nos tinham recebido com um ataque de morteiro. O alerta das sirenes, grito de "Rocket Attack! Rocket Attack!" Primeiro no chão... depois correr para o bunker. E ali ficámos mais de uma hora à espera do "All Clear! All Clear!" Tem sido assim todas as noites, diz-me o Robert, o sargento americano que nos acompanha.» Assim começa o relato do jornalista português Luís de Castro, da RTP, no seu blogue: http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/,  da sua estadia no Afeganistão, com fotos.
António Melo

21 fevereiro 2010

A pirataria no séc. XXI

No dizer da ministra da Defesa espanhola, os piratas que actuam ao largo da Somália “são uma autêntica organização criminosa com ligações aos escritórios de advogados mais sofisticados de Londres”.
Acerca do desaparecimento da pirataria, escreveu o professor da Universidade de Génova Olivier de Ferron em 1958: “tendo-se alterado profundamente as condições gerais de navegação, a repressão da pirataria e suas modalidades levantam um problema muito mais teórico do que prático”. Foram considerações deste tipo que levaram muitos Estados a eliminar da lei penal o crime de pirataria. Mas os gurus do direito internacional marítimo falharam a previsão, porque há ataques de piratas, não só na Somália, mas também na Nigéria, na Tanzânia, no Bangladesh e na Indonésia.
 Ver: «Afinal o que é a pirataria?»  por Eduardo Serra Brandão, Cmdt da “Corte Real”, no regresso da sua missão nos mares da Somália  no http://www.jornaldefesa.com.pt/noticias_v.asp?id=766
António Melo

19 fevereiro 2010

Maj Cav Cruz Azevedo, o "Taco"

«Solicito o arquivo pdf dos Cadernos Militares n.º1.
Sou o filho mais velho do falecido – Manuel José Magalhães da Cruz Azevedo.
Morreu de AVC........em 2007...........eu moro em Belo Horizonte MG, quando saímos de Lisboa em 1975..........chegamos ao Brasil em 19.07.1975, para mim, acredite, como filho mais velho (de 05 filhos)....foi um exemplo de homem para mim........morreu sem nos deixar nada.............apenas exemplo de honestidade e princípios e valores.............Estudei no Colégio Militar ........»
Filipe Manuel Cruz Azevedo
Nota da Redacção: Cruz Azevedo foi Cmdt da CPM 418 (Angola 1963-65) c/ a divisa "Desporto e Saúde". Era conhecido por "Taco"e pela sua destreza física.
No 25/4, comandou a força do "2" destinada a retomar o Governo Militar de Lisboa, com o Ten Cav Ravasco. Quando o MFA entrou no Regimento e se apresentou como tal, o Major, segundo o Cor Cav Monteiro da Graça, 2.º Cmdt na época, enfrentou-os, juntamente com o Cmdt, afirmando «não sei o que isso é», acabando preso...

18 fevereiro 2010

ECav 149 - Histórias mal contadas

No blog  abaixo indicado analisa-se e corrige-se a história do ECav 149 do Capitão Cav Rui Abrantes, o esquadrão que chegou a Nambuangongo pouco depois das tropas de Maçanita, relatada em livros feitos sem o "contraditório" dos participantes!...
É o caso do livro "GUERRA DE ÁFRICA - ANGOLA, 1961 - 1974", da colecção "Batalhas da História de Portugal", nº 22 vendida pelo Correio da Manhã, coordenada pela Presidente da Academia Portuguesa de História. O autor Rui de Azevedo Teixeira, confrontado com as incorrecções justificou-as com o «não ser historiador, mas licenciado em letras, e lhe tinha sido pedida uma história, que escrevera»...
Conheça a "aventura" destes homens, contada na primeira pessoa, e cuja proeza foi filmada integralmente pela RTP, no:  http://memoria149.blogspot.com/
José Cardona

17 fevereiro 2010

O Jeep das Rondas da PM - 2

Aí vai uma fotografia velhinha com os saudosos Willys de segunda geração (capot elevado), preparando-se para a ronda diária da CPM 499, na Beira, em 1964.
José Capela

16 fevereiro 2010

NOVAS CAPACIDADES NOS LANCEIROS

O  “Operacional” apresenta uma extensa reportagem sobre o Regimento de Lanceiros 2, realizada no dia em que assinalou 177 anos de vida. Mostra as suas novas capacidades e equipamentos. Muito completa, com muito bons apontamentos, comentários e registos fotográficos. A não perder em: http://www.operacional.pt/novas-capacidades-nos-lanceiros/

15 fevereiro 2010

CPM 499 - rectificação


O Maj-Gen Rui Lobo da Costa  escreve-nos a «felicitar pelo excelente trabalho apresentado nos "CM/Lanceiro"» e a rectificar o publicado no n.º2, na pág 41, sobre a CPM 499.
Segundo o n/ General  o correcto é o que consta na "Revista de Cavalaria" de 1965, a saber:
"Cmdt da CPM (inicialmente): Cap Cav Mário Pádua Valente; depois: Cap Cav José Nascimento Martins; depois: Cap Cav Rui Ernesto Freire Lobo da Costa e depois: Cap Cav Óscar da Rocha Lima".
E acrescenta: «O Alf Tenreiro substitui o Ten Martins aquando do regresso deste à Metropole, em fins de 64 e julgo termina a comissão na 1444, mas não a cmdt do 4.º Pelotão que não existe. Eu regresso à minha Unidade, BCav 571, ao fim de poucos meses na Beira».
Esta CPM sediada na Beira (Moçambique), 1963 a 65, tinha um Pelotão em Nampula do Alf Mil José Serôdio, e rendeu a CPM 131. Entre as suas missões teve a segurança dos aérodromos de Furancungo e de Mutarara com duas secções ali destacadas, a escolta de comboios com munições e a guarda a paiois e pontes metálicas do Comando Territorial do Centro. 

Citação

«HIERARQUIA (...), uma palavra herege numa era de igualitarismo desenfreado.» João Carlos Espada in ionline

14 fevereiro 2010

A "besta de Omaha"

Aquando do desembarque na Normandia, a 6 de Junho de 1944, o assalto à praia de Omaha resultou num desastre para os americanos, que tinham de atravessar uma praia com 600 m e depois subir uma arriba de 25 m, onde no topo se encontravam os alemães com armas ligeiras.
Iniciou-se o combate com um tapete de bombas que durou 2 horas, supostamente tendo suprimido, na área, qualquer manifestação de vida. A defesa da zona, em frente à praia, era constituida por um pelotão da Wehrmacht, onde andava lá um sujeitinho de seu nome Hein Severloh, que fazia o seu serviço militar sem muita convicção. Quando os americanos já tinham percorrido 350 m o tenente deu ordem de fogo. Então, o Hein Severloh agarrou-se á MG 42 e disparou durante nove horas consecutivas (a erva à volta ficou totalmente queimada), entretanto os militares do pelotão foram saíndo de mansinho á medida que não aguentavam a pressão, e ele ficou só a maior parte do tempo, julgando-se acompanhado do tenente que, entretanto, já tinha morrido. Historiadores ingleses e americanos, segundo o "Der Spiegle", crêem que o Cabo Hein, que morreu há quatro ou cinco anos, fosse responsável por mais de 3.000 mortes, de modo a ser cognominado a "besta de Omaha".
Carlos Passanha

13 fevereiro 2010

Citando

«...a anarquia quase geral da nossa sociedade tem horror à instituição militar. Uma instituição organizada, como a militar, que cultiva os valores da honra, da camaradagem, da disciplina e do dever para com a pátria, não pode ser bem vista pela sociedade actual. A nossa vida colectiva - a civil - privilegia o oportunismo, habituou-se aos casos de corrupção (com ou sem fundamento), tem uma imprensa virada para o escândalo e uma televisão com novelas que são difusoras da falta valores e da ausência dos bons costumes.»

Luís Campos e Cunha, ex-Ministro das Finanças in Público

12 fevereiro 2010

O Jeep das Rondas da PM

No dia do RL2 foi exposto na Parada Marechal Carmona um jeep da Polícia Militar, Land Rover Modelo 1970, meio indispensável nas multiplas e algumas vezes agitadas rondas efectuadas, na época, muitas delas chamadas a resolver desacatos na via pública envolvendo militares (estava-se em plena época da guerra do Ultramar) e muitas vezes civis, cumprindo assim uma das suas missões, fazer cumprir a disciplina militar e ajudar a manter a ordem publica. As missões realizadas, sobretudo em Lisboa, falam por si, especialmente nas zonas mais problemáticas como o Intendente, o Bairro Alto e o Cais do Sodré, além as das patrulhas de vigilância a paióis e outras instalações militares cuja eficácia ficou bem demonstrada pela inexistência de qualquer incidente grave.
O Comando e a Secção de Manutenção do RL2 estão de parabéns pela qualidade da recuperação, que envolveu, certamente, um aturado trabalho de pesquisa.
Por onde andará um velhinho exemplar do jeep Willys tão usado pela PM no Ultramar?  Recriem as nossas memórias que são raízes do nosso Pátria.




11 fevereiro 2010

O aeroporto de Chicago tem o nome de um herói da 2.ª Guerra Mundial




A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Era um piloto de caça, com base no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.
Um dia, a sua esquadrilha foi enviada numa missão. Durante o voo, viu, no painel do combustível, que se tinham esquecido de encher os depósitos. Não tinha combustível suficiente para completar a missão e voltar ao navio.
O cmdt do vôo ordenou-lhe que voltasse ao porta-aviões. Relutantemente, saiu da formação e iniciou a volta à base.
Quando estava de volta ao navio-mãe viu algo que lhe gelou o sangue: uma esquadrilha de aviões japoneses voava na direcção da esquadra americana. Com os seus caças longe, a esquadra estava indefesa Não podia voltar à sua esquadrilha nem avisá-los da aproximação do perigo.
Havia apenas uma coisa a fazer. Teria que desviá-los da esquadra de alguma maneira.
Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, picou sobre a formação de aviões inimigos.
Os seus canhões calibre 50, montados nas asas, dispararam enquanto atacava um surpreendido avião japonês e em seguida outro...
Butch voou dentro e fora da formação, agora rompida, e incendiou tantos aviões quanto possível, até que as suas muniçõs acabaram.
Ainda assim, ele continuou o ataque. Picava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impossibilitados de voar. Finalmente, a desorientada esquadrilha japonesa partiu noutra direção.
Profundamente aliviado, Butch O'Hare, e o seu avião danificado, dirigiu-se para o porta-aviões.
Logo à chegada informou os superiores sobre o acontecido.
O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história em detalhe. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar uma esquadrilha japonesa para proteger a esquadra. Na realidade, ele tinha abatido cinco aeronaves inimigas.
Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e, por aquela acção, Butch tornou-se o primeiro Ás da Marinha americana na 2ª Guerra Mundial, e o seu primeiro Aviador Naval a receber a Medalha de Honra do Congresso.
No ano seguinte Butch morreu num combate aéreo com 29 anos de idade.
A sua cidade natal não permitiu que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em Honra à coragem deste grande homem.
Assim, se passar no O'Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando a sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.