05 maio 2010
Feira do Livro de Lisboa
Os "Cadernos Militares do Lanceiro" n.ºs 1 e 2 também estão à venda na Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII, no Stand D 32 - Miguel Alfarrabista. Preço de feira: 5€ .
04 maio 2010
DA ESTRATÉGIA
O Gen Martins Barrento, antigo CEME, lançou este seu livro de "apontamentos e reflexões" acerca da Estratégia, no Instituto de Estudos Superiores Militares, baseado nas lições dadas no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, onde foi Professor Catedrático Convidado.
No livro, o Gen Barrento, alerta para o facto de a Estratégia, como ciência ser coisa bem diferente da vulgaridade com que essa palavra é hoje utilizada, daí a muita ignorância que sobre a matéria existe nas áreas da inteligensia política
Sobre o que é a Estratégia, propõe-nos a seguinte definição:" a estratégia é a ciência-arte que trata da preparação e utilização da coacção para, apesar da hostilidade dos opositores, atingir os objectivos fixados pela entidade política.
O livro percorre o que de mais importante existe na Teoria Geral da Estratégia, tendo o autor recorrido à História para exemplificar e fundamentar, para iluminar, os assuntos tratados. Depois de traçar o quadro em que a Estratégia se desenvolve, faz uma análise dos fundamentos, dos conceitos, dos intervenientes e das formas relativas à Estratégia. Por fim, aflora as ameaças e tendências que modernamente se manifestam e lança um olhar sobre Portugal.
No livro, o Gen Barrento, alerta para o facto de a Estratégia, como ciência ser coisa bem diferente da vulgaridade com que essa palavra é hoje utilizada, daí a muita ignorância que sobre a matéria existe nas áreas da inteligensia política
Sobre o que é a Estratégia, propõe-nos a seguinte definição:" a estratégia é a ciência-arte que trata da preparação e utilização da coacção para, apesar da hostilidade dos opositores, atingir os objectivos fixados pela entidade política.
O livro percorre o que de mais importante existe na Teoria Geral da Estratégia, tendo o autor recorrido à História para exemplificar e fundamentar, para iluminar, os assuntos tratados. Depois de traçar o quadro em que a Estratégia se desenvolve, faz uma análise dos fundamentos, dos conceitos, dos intervenientes e das formas relativas à Estratégia. Por fim, aflora as ameaças e tendências que modernamente se manifestam e lança um olhar sobre Portugal.
Edição: Tribuna da História
360 páginas, 21 €
29 abril 2010
TIMOR - Cavalaria
TIMOR: Bobonaro, Esquadrão de Cavalaria nº 5, "Lanceiros da Fronteira", no Dia da Cavalaria em Julho de 1972, realizada desta vez no ECav 5, uma vez que era rotativo, pela Polícia Militar, em Díli, Esquadrão de Cavalaria nº 5, "Lanceiros da Fronteira", em Bobonaro, e Esquadrão de Cavalaria nº 6, "Lanceiros da Fronteira", em Atabae.
José Pedro de Campos Teixeira, Alf Mil Cav da CPM 3578
25 abril 2010
"Capitães de Abril"
Num plenário um "Capitão de Abril", capitão José Banazol, incita à ocupação da propriedade privada.
"Vocês ocupam e a lei há de vir", afirma.
"Vocês ocupam e a lei há de vir", afirma.
23 abril 2010
Tornámo-nos cavaleiros...
Foi com muito gosto que li um escrito dedicado ao Capitão Ricardo António de Figueiredo Alçada. Foi meu comandante de Companhia no Quixico (Angola), antes de ser castigado pelo Major Mano e ter ido para a Madureira.
A minha companhia era a CCAV 1772, do BCAV 1927.
O que me leva a escrever é uma simples inexactidão escrita [no "lanceiromor"] pelo Cap. Carlos Dias de Almeida, quanto ao falecimento do Cap. Alçada, que não faleceu em 1980, mas sim em 31 de Julho de 1997.
O Cap. Alçada, bem como todo o pessoal da CCAV 1772, éramos de Infantaria. Tornámo-nos cavaleiros quando fomos mobilizados pelo RC 3, de Estremoz, para integrar o BCAV 1927.
António F. Moreno Cardeira, Ex-Furriel Miliciano, Cuba (Portugal)
N. da R.: O Capitão Miliciano Ricardo Alçada, licenciado em direito, depois de ter servido em Angola como Alf Mil, foi condecorado, nesta nova comissão como voluntário, com a Medalha de Valor Militar com Palma (Ver Cadernos Militares do Lanceiro n.º 2).
22 abril 2010
Onde estamos à venda
Lisboa:
- Livraria Barata - Av. de Roma, Lisboa
- Livraria Ferin - R. Nova do Almada, 70-74, Lisboa - T: 213469033
- Livros da Ribeira - Praça da Ribeira, 1.º, Av. 24 de Julho, Lisboa
- Soc. Histórica da Independência de Portugal - Largo de S. Domingos, Lisboa
- Papelaria Tira Vírgula - C. C. Roma, Av. Roma, Lisboa
Cascais
- Livraria Galileu - Av. Valbom, 24-A, Cascais
Porto
- Livraria Elcla Editora - R. da Boavista, 591/593, Porto - T: 223321918
Coimbra
- Livraria Minerva - Coimbra
Portimão
- Livraria Papelaria Algarve - R. da Igreja, 25/27, Portimão
- Livraria Papelaria Elifalma - R. Dr. João Vitorino Mealha, 6 , Portimão
- Livraria Barata - Av. de Roma, Lisboa
- Livraria Ferin - R. Nova do Almada, 70-74, Lisboa - T: 213469033
- Livros da Ribeira - Praça da Ribeira, 1.º, Av. 24 de Julho, Lisboa
- Soc. Histórica da Independência de Portugal - Largo de S. Domingos, Lisboa
- Papelaria Tira Vírgula - C. C. Roma, Av. Roma, Lisboa
Cascais
- Livraria Galileu - Av. Valbom, 24-A, Cascais
Porto
- Livraria Elcla Editora - R. da Boavista, 591/593, Porto - T: 223321918
Coimbra
- Livraria Minerva - Coimbra
Portimão
- Livraria Papelaria Algarve - R. da Igreja, 25/27, Portimão
- Livraria Papelaria Elifalma - R. Dr. João Vitorino Mealha, 6 , Portimão
Covilhã - Liga dos Combatentes
Núcleo da Covilhã da Liga dos Combatentes
84º Aniversário - 15 MAIO 2010
Programa
16h00 – Concentração Talhão Combatentes
- Inauguração Cripta/Ossário
- Deposição restos mortais na Cripta
- Homenagem aos Combatentes
18h00 – Igreja da Misericórdia
- Missa Sufrágio pelos Combatentes
20h00 – Varanda dos Carqueijais
- Jantar comemorativo
84º Aniversário - 15 MAIO 2010
Programa
16h00 – Concentração Talhão Combatentes
- Inauguração Cripta/Ossário
- Deposição restos mortais na Cripta
- Homenagem aos Combatentes
18h00 – Igreja da Misericórdia
- Missa Sufrágio pelos Combatentes
20h00 – Varanda dos Carqueijais
- Jantar comemorativo
14 abril 2010
Marechal António de Spínola
O Regimento de Cavalaria N.º 3 (RC 3) em parceria com a Câmara Municipal de Estremoz, Homenageou no dia 13 de Abril de 2010, o Marechal António de Spínola.
Esta homenagem pública, pretendeu assinalar os 100 anos do seu nascimento em Estremoz, em 11 de Abril de 1910, o comando da primeira unidade de Escalão Batalhão mobilizada no RC3 para a “Guerra do Ultramar”, o Grupo de Cavalaria 345 e lembrar o grande militar que foi o Marechal Spínola, durante o tempo em que serviu a Cavalaria, o Exército e as Forças Armadas.
Nas Cerimónias Militares, participaram forças de todas as Unidades de Cavalaria onde se integrou o RL2 com um Pelotão de Polícia do Exército e o Porta Guião do Regimento no Bloco de Estandartes.
Estiveram presentes várias altas individualidades militares e civis, que muito dignificaram o evento, destacando-se o Chefe do Estado-Maior do Exército General José Luís Pinto Ramalho, que presidiu às Comemorações.
Após a cerimónia militar destaca-se o desfraldar de uma lápide alusiva ao centenário, na casa onde nasceu e a inauguração de uma exposição temática alusiva à vida do Marechal.
O Marechal António de Spínola comandou o RL2 de 20 de Maio a 22 Novembro de 1961 no posto de Tenente-Coronel.
A Câmara Municipal de Lisboa, inaugurou, oficialmente uma Avenida, o prolongamento da Av. E.U.A., com o seu nome.
RL2
12 abril 2010
Massacre de Katyn
Recordamos os jovens oficiais polacos mortos, com tiro na nunca, ao estilo soviético, em nome do comunismo tendo como mandante Estaline, em 1940, durante a II Guerra Mundial. Que a propaganda comunista internacional sempre defendeu ter sido realizado pelos nazis e, agora, foi definitivamente desmontado e oficialmente assumido pela Rússia. Mais de 20.000 polacos, militares, polícias, funcionanrios e famílias, foram enterrados em valas comuns na floresta de Katyn, sob um imenso manto do embuste internacional, aceite e propalado pelos "compagnons de route" do marxismo-leninismo.
JMSC
JMSC
06 abril 2010
Submarinos
«Hoje, o controlo do mar é um objectivo permanente de tempo de paz, porque a natureza difusa e imprevisível das ameaças exige um esquema de vigilância que detecte oportunamente desvios de comportamento que possam indiciar a tentativa de acções ilegais ou práticas criminosas. Põe-se sob uma perspectiva abrangente, centrada sobretudo nos espaços e não nas forças de eventuais oponentes, como acontecia no passado.
Não se trata de uma estratégia militar-naval; é mais abrangente do que isso porque se relaciona com factores diversos, principalmente económicos, sendo os militares apenas os que viabilizam as condições de segurança para a sua concretização.
Os submarinos são parte indispensável dessa estratégia porque só existe controlo dessa área: 1º, se se exercer nas suas três dimensões, a de superfície e acima-superfície e a de sub-superfície sendo que esta última só os submarinos conseguem garantir de forma eficaz; 2º, se houver capacidade de efectuar operações encobertas (sem revelar a presença), o que só os submarinos garantem.
Sem submarinos Portugal perderia por duas vias: permitiria um vazio de controlo numa área que lhe respeita directamente, e que outros necessariamente se veriam obrigados a ocupar, e perderia a possibilidade, de que usufrui, de participar nos órgãos de controlo e gestão da actividade submarina ficando “nas mãos” de terceiros para saber o que se passa na nossa área de interesse. Situação dificilmente aceitável.»
in Diário de Notícias de 3 Abril 2010.
Não se trata de uma estratégia militar-naval; é mais abrangente do que isso porque se relaciona com factores diversos, principalmente económicos, sendo os militares apenas os que viabilizam as condições de segurança para a sua concretização.
Os submarinos são parte indispensável dessa estratégia porque só existe controlo dessa área: 1º, se se exercer nas suas três dimensões, a de superfície e acima-superfície e a de sub-superfície sendo que esta última só os submarinos conseguem garantir de forma eficaz; 2º, se houver capacidade de efectuar operações encobertas (sem revelar a presença), o que só os submarinos garantem.
Sem submarinos Portugal perderia por duas vias: permitiria um vazio de controlo numa área que lhe respeita directamente, e que outros necessariamente se veriam obrigados a ocupar, e perderia a possibilidade, de que usufrui, de participar nos órgãos de controlo e gestão da actividade submarina ficando “nas mãos” de terceiros para saber o que se passa na nossa área de interesse. Situação dificilmente aceitável.»
in Diário de Notícias de 3 Abril 2010.
05 abril 2010
02 abril 2010
1ª C.P.M.M. / TETE 1972-1975
"Recordar é Viver" - VETERANOS 1ª C.P.M.M. / TETE 1972-1975
Um panorama que não pretende ser exaustivo mas que é uma pequena compilação para a história desta unidade das Forças Armadas Portuguesas em Tete Moçambique 1972-1975.
Os documentos têm como origem vários álbuns editados através da internet por alguns dos veteranos da 1ª C.P.M.M.
http://www.youtube.com/watch?v=zbiNR6c6-U4
Raul Ferreira Rocha
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Um panorama que não pretende ser exaustivo mas que é uma pequena compilação para a história desta unidade das Forças Armadas Portuguesas em Tete Moçambique 1972-1975.
Os documentos têm como origem vários álbuns editados através da internet por alguns dos veteranos da 1ª C.P.M.M.
http://www.youtube.com/watch?v=zbiNR6c6-U4
Raul Ferreira Rocha
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01 abril 2010
Declínio dos Impérios...
Uma boa imagem gráfica da evolução dos impérios inglês, francês, espanhol e português. (Atenção às datas que vêm no canto inferior esquerdo.)
>>>> http://holykaw.alltop.com/visualization-of-the-british-french-spanish-a?
A. Melo
28 março 2010
Efeméride: 28 Março 1939
Os nacionalistas espanhóis entram em Madrid e desfilam perante o General Francisco Franco, um general de 46 anos.
A sua entrada vitoriosa na capital espanhola, depois da rendição incondicional dos "internacionalistas", ditava o fim da Guerra Civil Espanhola, onde combateram inúmeros portugueses.
26 março 2010
Armaduras em Madrid
A exposiçâo "El Arte del poder. La Real Armería y el retrato de corte", no Museo do Prado, em Madrid, é uma excepcional ocasião para contemplar uma parte muito representativa das suas obras conjuntamente com uma colecção de armaduras da Real Armaria de Madrid (35 pinturas e 31 peças de armaría). De 9 de marzo 2010 a 23 de mayo 2010.
24 março 2010
Uma lição de decisão...
QUE REI SOU EU?
Uma antiga e verídica história de JUSCELINO KUBITSCHEK., antigo Presidente do Brasil.
Teferi Makonnen Hailé Selassié, negro, de barba e bigodão, coroado "negus" (imperador) da Abissínia-Etiópia em 1930, "Leão conquistador da Tribo de Judá", "Eleito de Deus", "Rei dos Reis", já com quase 70 anos, veio ao Brasil de 13 a 16 de dezembro de 1960, com enorme comitiva.
Estava jantando com o presidente Kubitschek no novíssimo Palácio da Alvorada, quando se aproxima um assessor e lhe diz qualquer coisa no ouvido. Selassié parou um instante, pensou, voltou a jantar tranquilamente.
Juscelino, perspicaz, percebeu:
- Alguma coisa, Imperador?
- Presidente, acabo de ser deposto por meu filho, na Abissínia (hoje novamente Etiópia). Mas eu sei que o rei sou eu. Não vamos alterar o nosso programa. Quero apenas, quando sairmos daqui, uma audiência reservada com o senhor.
Depois do jantar, foram para o gabinete e Selassié pediu a Juscelino que convocasse o gerente do Citibank. Queria sacar US$ 100 mil para alugar um avião e mandar de volta os cem generais que tinham vindo com ele.
Juscelino chamou, veio o gerente, disse não podia ser. O dinheiro, depositado em nome do País, já tinha sido bloqueado por ordem do novo governo de Adis-Abeba. Só havia uma possibilidade: se o Brasil avalizasse o cheque.
JK mandou chamar o secretário-geral do Itamaraty, Edmundo Barbosa da Silva, que estava respondendo pelo ministério do Exterior, porque o ministro Horácio Lafer estava viajando.
Na hora de assinar o cheque, avalizando-o, o embaixador tremeu tanto que a assinatura não saía. Juscelino tomou-lhe a caneta:
- Ora, Edmundo, me dá isso que eu assino.
Juscelino assinou, avalizou o cheque, Selassié alugou um avião da Panair, embarcou na frente de seus cem generais, cumpriu fielmente todo o programa no Brasil e voltou para Adis-Abeba.
Os três chefes do golpe o "ras" Imru, primeiro-ministro, o general Girmamé Neway, governador de província, e seu irmão Mengistu, comandante da guarda imperial, mataram um grupo de nobres que tinham tomado como reféns, e "suicidaram-se" depois.
Selassié deu uma surra de chicote, no meio da praça central, no filho e príncipe herdeiro, Merede Azimach-Asfa Wessen Hailé Selassié, mandou-o para Londres como embaixador. E continuou imperador até setembro de 74, quando afinal foi deposto e preso por um golpe militar, aos 82 anos.
Que rei sou eu?
Em 74, quando Selassié foi derrubado, perguntei a Juscelino:
- Presidente, e se o 'Leão de Judá'' não conseguisse reassumir?
- O prejuízo seria de US$ 100 mil. Muito mais barato do que deixar e sustentar no Copacabana Palace, e toda noite no Sacha's, cem crioulos, generais abusados, mal-acostumados com o poder total.
E deu uma de suas gargalhadas de janela abertas e olhos fechados.
Parou um pouco, pensou, falou mais para ele do que para mim:
- Tanto faz ser imperador na Etiópia, presidente no Brasil ou prefeito em Diamantina. Chegada a hora de decidir, quem tem que decidir é você, eleito pelo povo ou herdeiro de uma ditadura africana.
Ouve, discute, analisa, mas não pode transferir a decisão. Se transferir, não dá certo.
Na hora ou lá na frente, vai ficar pior. No Governo você tem sempre que saber que rei você é.
(Fonte: Jornal Diário de Pernambuco)
Uma antiga e verídica história de JUSCELINO KUBITSCHEK., antigo Presidente do Brasil.
Teferi Makonnen Hailé Selassié, negro, de barba e bigodão, coroado "negus" (imperador) da Abissínia-Etiópia em 1930, "Leão conquistador da Tribo de Judá", "Eleito de Deus", "Rei dos Reis", já com quase 70 anos, veio ao Brasil de 13 a 16 de dezembro de 1960, com enorme comitiva.
Estava jantando com o presidente Kubitschek no novíssimo Palácio da Alvorada, quando se aproxima um assessor e lhe diz qualquer coisa no ouvido. Selassié parou um instante, pensou, voltou a jantar tranquilamente.
Juscelino, perspicaz, percebeu:
- Alguma coisa, Imperador?
- Presidente, acabo de ser deposto por meu filho, na Abissínia (hoje novamente Etiópia). Mas eu sei que o rei sou eu. Não vamos alterar o nosso programa. Quero apenas, quando sairmos daqui, uma audiência reservada com o senhor.
Depois do jantar, foram para o gabinete e Selassié pediu a Juscelino que convocasse o gerente do Citibank. Queria sacar US$ 100 mil para alugar um avião e mandar de volta os cem generais que tinham vindo com ele.
Juscelino chamou, veio o gerente, disse não podia ser. O dinheiro, depositado em nome do País, já tinha sido bloqueado por ordem do novo governo de Adis-Abeba. Só havia uma possibilidade: se o Brasil avalizasse o cheque.
JK mandou chamar o secretário-geral do Itamaraty, Edmundo Barbosa da Silva, que estava respondendo pelo ministério do Exterior, porque o ministro Horácio Lafer estava viajando.
Na hora de assinar o cheque, avalizando-o, o embaixador tremeu tanto que a assinatura não saía. Juscelino tomou-lhe a caneta:
- Ora, Edmundo, me dá isso que eu assino.
Juscelino assinou, avalizou o cheque, Selassié alugou um avião da Panair, embarcou na frente de seus cem generais, cumpriu fielmente todo o programa no Brasil e voltou para Adis-Abeba.
Os três chefes do golpe o "ras" Imru, primeiro-ministro, o general Girmamé Neway, governador de província, e seu irmão Mengistu, comandante da guarda imperial, mataram um grupo de nobres que tinham tomado como reféns, e "suicidaram-se" depois.
Selassié deu uma surra de chicote, no meio da praça central, no filho e príncipe herdeiro, Merede Azimach-Asfa Wessen Hailé Selassié, mandou-o para Londres como embaixador. E continuou imperador até setembro de 74, quando afinal foi deposto e preso por um golpe militar, aos 82 anos.
Que rei sou eu?
Em 74, quando Selassié foi derrubado, perguntei a Juscelino:
- Presidente, e se o 'Leão de Judá'' não conseguisse reassumir?
- O prejuízo seria de US$ 100 mil. Muito mais barato do que deixar e sustentar no Copacabana Palace, e toda noite no Sacha's, cem crioulos, generais abusados, mal-acostumados com o poder total.
E deu uma de suas gargalhadas de janela abertas e olhos fechados.
Parou um pouco, pensou, falou mais para ele do que para mim:
- Tanto faz ser imperador na Etiópia, presidente no Brasil ou prefeito em Diamantina. Chegada a hora de decidir, quem tem que decidir é você, eleito pelo povo ou herdeiro de uma ditadura africana.
Ouve, discute, analisa, mas não pode transferir a decisão. Se transferir, não dá certo.
Na hora ou lá na frente, vai ficar pior. No Governo você tem sempre que saber que rei você é.
(Fonte: Jornal Diário de Pernambuco)
21 março 2010
A defesa dos interesses ameaçados
Num contexto em que a ligação histórica entre influência política e poder militar tem vindo a ser questionada pelo declínio da relevância da guerra como instrumento político, os europeus tenderão a mostrar-se mais interessados em saber o que pode acontecer aos seus empregos do que sobre o papel mais ou menos influente que a União Europeia deve ter no mundo. Importa, por isso, lembrar mais frequentemente que se há alternativas à utilização do emprego militar para se exercer influência externa, não existe outro recurso seguro, senão o militar, quando se trata de defender interesses ameaçados.
Texto completo: «As relações NATO/EU» (ARR)
http://www.jornaldefesa.com.pt/
A. Melo
Texto completo: «As relações NATO/EU» (ARR)
http://www.jornaldefesa.com.pt/
A. Melo
18 março 2010
"Alma do Exército" (1)
« Os homens morrem; o regimento fica»
«A fórmula é simples — não procurar criar um exército de homens. Reunir estes em grupos — regimentos, batalhões — e depois reunir os grupos para formar um exército. Não formar o espírito do Exército por meio de fórmulas de propaganda ou programas informativos, mas numa base real de espírito de grupo, de espírito de corpo. As suas unidades não devem representar apenas números de uma relação, susceptíveis de mudanças, trocas, extinção e reorgahização, ao sabor de um cidadão sentado a uma secretária. Elas devem ser imperecíveis.
Uma solução que os Ingleses, Franceses e Alemães há muito tempo encontraram, e que Alexandre adoptou, ao criar o primeiro exército verdadeiramente organizado da História. Uma solução que fez do Mundo um feudo de Roma...» in "Alma do Exército" por Major George Eliot.
«A fórmula é simples — não procurar criar um exército de homens. Reunir estes em grupos — regimentos, batalhões — e depois reunir os grupos para formar um exército. Não formar o espírito do Exército por meio de fórmulas de propaganda ou programas informativos, mas numa base real de espírito de grupo, de espírito de corpo. As suas unidades não devem representar apenas números de uma relação, susceptíveis de mudanças, trocas, extinção e reorgahização, ao sabor de um cidadão sentado a uma secretária. Elas devem ser imperecíveis.
Uma solução que os Ingleses, Franceses e Alemães há muito tempo encontraram, e que Alexandre adoptou, ao criar o primeiro exército verdadeiramente organizado da História. Uma solução que fez do Mundo um feudo de Roma...» in "Alma do Exército" por Major George Eliot.
15 março 2010
A China nos mares da Somália
A China também está em missão de paz na região da Somália. Enviou navios, helicópteros e 800 homens. Trata-se da quinta frota que enviam para missões de paz. Efectuarão, durante quatro meses, patrulhas no Golfo de Aden e nas águas da Somália.
11 março 2010
Cantina do Exército Americano no Iraque
...Estes gajos EUA têm tudo.
Melhor que o menu de hotéis de 5 estrelas....
Duvidam!?,...O melhor é alistarem-se...
Duvidam!?,...O melhor é alistarem-se...
Imaginem que tudo isto é fornecido por avião.
A.P.
10 março 2010
A AAOL aberta a todos os lanceiros
A Assembleia Geral Extraordinária da AAOL, reunida hoje, dia 10 de Março de 2010, num abraço fraterno de camaradagem, aprovou a proposta de alteração de Estatutos da Direcção, que permite a entrada de sargentos e praças como sócios efectivos.
08 março 2010
CD do jornal "Lanceiro"
INCLUI: - Os Lanceiros; - História da PM; - Unidades PM de 1961-74
- Serviram no Ultramar: BCav: 345, 2830, 2854, 2868; CPM: 130, 131, 314, 497, 641, 765, 1443, 1444, 1529, 1579, 1664, 1750, 1753, 1754, 2343, 2490, 2537, 2575, 2684, 2685, 3334, 3524, 3525, 8240, 8241, 8242, 8246, 8247; ECav 149, ERec AML 3432; PPM: 1, 952, 1203, 2072, 2094, 2142, 2226; PRec Daimler 2044, Fox 888.
- Historial do RC 7 e do RL2
- Mouzinho; - Historiografia militar; - Código do Lanceiro
- Brasões, Guiões e Emblemas braçais
- Vida Militar e muito mais...
Escrevem, entre outros: TCor Cav Quinta-Nova, Roberto de Moraes, Gen Martins Barrento, Cor Cav António Melo, Cor Cav Monteiro da Graça e Dias de Almeida.
Preço: 15 € (inclui portes)
Pedidos para: jornallanceiro@gmail
06 março 2010
Batalha de São Romano
Quadro da Batalha de São Romano, pintado por Paolo Uccello (1397-1475, Florença), um dos pintores do estilo épico renascentista, a pedido dos Médicis, para imortalizar a vitória do exército de Florença sobre Sienna, em 1432.
04 março 2010
Na fronteira indo-paquistanesa
Para quem gosta de paradas. Cerimónia diária de encerramento da fonteira indo-paquistanesa, uma estrada, de Wagah:
http://www.youtube.com/watch?v=LZ0ue-XGl9c
http://www.youtube.com/watch?v=LZ0ue-XGl9c
A caridade com Àfrica financia a compra de armas!
Milhões de dólares destinados às vítimas da fome etíope de 1984/1985 foram desviados por rebeldes para a compra de armas, segundo revela uma investigação da BBC.Um líder rebelde disse que 95 milhões de dólares - de governos ocidentais e de caridades - foram desviados para financiar as suas operações rebeldes. "Foram-me dadas roupas para que me parecesse com um comerciante muçulmano. Esse era um truque usado com as ONG's".
03 março 2010
Pergunta estúpida, excelente resposta!
Respostas do australiano Gen Peter Cosgrove sobre armas e jovens a uma jornalista de rádio, a propósito de uma visita de rapazes, realizada ao seu Quartel-General.
Jornalista: Que coisas vão ensinar a estes jovens rapazes?
General: Vamos ensiná-los a escalar, canoagem, tiro ao arco e tiro.
J: Tiro?! Isso não é um pouco irresponsável?
G: Não vejo porquê. Estarão supervisionados na carreira de tiro.
J: Não acha que é uma actividade perigosa para ser ensinada a crianças?
G: Não, dado ser-lhes ensinada a disciplina e o manejo das armas antes de mexerem nelas.
J: Mas está a prepará-los para serem violentos assassinos.
G: Bem, minha senhora, também está equipada para ser prostituta e não o é ou é?
A rádio ficou silenciosa 46 segundos até recomeçar a emissão...
José Vilela
01 março 2010
27 fevereiro 2010
AAOL - Alteração de Estatutos
A Associação dos Antigos Oficiais de Lanceiros (AAOL) vai realizar uma Assembleia Geral Extraordinária no próximo dia 10 de Março, às 13H30, no RL2, destinada à analise, discussão e votação da alteração de Estatutos proposta pela Direcção.
Esta alteração visa essencialmente abrir a Associação a todos os lanceiros: oficiais, sargentos e praças. Trata-se de um alargar da "passada", bem ao estilo lanceiro, convictos da necessidade de ir mais além do seu ciclo inicial, muto ligado à experiência ultramarina.
Os tempos são outros, o serviço militar já não é obrigatório, a PM já é PE, o Quartel está em vias de ser vendido e não se sabe por quanto tempo mais existirá o Regimento... É um último, possível, Toque de Reunir, em nome da tradição e do futuro, caso queiram ser lembrados e deixar "pegadas" aos vindouros, do empenho, do sacrifício e do valor de ter sido e ser lanceiro, agregando novas vontades e experiências.
"Aqui tivemos a honra de servir" assinala uma das muitas placas comemorativas de reuniões de antigos lanceiros que revestem uma longa parede do Regimento de Lanceiros n.º2, na Calçada da Ajuda, em Lisboa.
JMSC
Esta alteração visa essencialmente abrir a Associação a todos os lanceiros: oficiais, sargentos e praças. Trata-se de um alargar da "passada", bem ao estilo lanceiro, convictos da necessidade de ir mais além do seu ciclo inicial, muto ligado à experiência ultramarina.
Os tempos são outros, o serviço militar já não é obrigatório, a PM já é PE, o Quartel está em vias de ser vendido e não se sabe por quanto tempo mais existirá o Regimento... É um último, possível, Toque de Reunir, em nome da tradição e do futuro, caso queiram ser lembrados e deixar "pegadas" aos vindouros, do empenho, do sacrifício e do valor de ter sido e ser lanceiro, agregando novas vontades e experiências.
"Aqui tivemos a honra de servir" assinala uma das muitas placas comemorativas de reuniões de antigos lanceiros que revestem uma longa parede do Regimento de Lanceiros n.º2, na Calçada da Ajuda, em Lisboa.
JMSC
26 fevereiro 2010
Afeganistão - Rocket attack! Rocket attack!
«Cheguei a Kandahar, no Sul do Afeganistão. Nem cinco minutos depois de ter entrado na base, já os Talibãs nos tinham recebido com um ataque de morteiro. O alerta das sirenes, grito de "Rocket Attack! Rocket Attack!" Primeiro no chão... depois correr para o bunker. E ali ficámos mais de uma hora à espera do "All Clear! All Clear!" Tem sido assim todas as noites, diz-me o Robert, o sargento americano que nos acompanha.» Assim começa o relato do jornalista português Luís de Castro, da RTP, no seu blogue: http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/, da sua estadia no Afeganistão, com fotos.
António Melo
António Melo
21 fevereiro 2010
A pirataria no séc. XXI
No dizer da ministra da Defesa espanhola, os piratas que actuam ao largo da Somália “são uma autêntica organização criminosa com ligações aos escritórios de advogados mais sofisticados de Londres”.Acerca do desaparecimento da pirataria, escreveu o professor da Universidade de Génova Olivier de Ferron em 1958: “tendo-se alterado profundamente as condições gerais de navegação, a repressão da pirataria e suas modalidades levantam um problema muito mais teórico do que prático”. Foram considerações deste tipo que levaram muitos Estados a eliminar da lei penal o crime de pirataria. Mas os gurus do direito internacional marítimo falharam a previsão, porque há ataques de piratas, não só na Somália, mas também na Nigéria, na Tanzânia, no Bangladesh e na Indonésia.
Ver: «Afinal o que é a pirataria?» por Eduardo Serra Brandão, Cmdt da “Corte Real”, no regresso da sua missão nos mares da Somália no http://www.jornaldefesa.com.pt/noticias_v.asp?id=766
António Melo
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