08 julho 2010

Encontro de Lanceiros em Sines

O Castelo e as relíquias históricas do Navegador; o litoral alentejano; as belas praias desertas e solarengas
e uma "experiência africana", em terras do Além Tejo, o peixe, o mar aberto, etc. são os ingredientes do próximo, o 6.º, Encontro de Lanceiros em Sines, porta do Atlântico… para a História e para o Mundo, no dia 16 de Julho (6.ª feira).
Além da visita histórica guiada à Cidade (Castelo), haverá um passeio no Badoca, um Safari Park (uma hora), seguido de almoço numa lindíssima praia perto de S. Torpes.
O preço por pessoa é de 32,50 €. 
Este encontro, que começa às 10H no "Badoca Safari Park" e termina, depois do almoço no Restaurante Gost´ti (Praia da Vieirinha), está aberto aos sócios, a familiares, a amigos e a candidatos a novos associados.
Mais informações e inscrições até 9/7: alanceiros@gmail.com

05 julho 2010

Locais de Venda do "Lanceiro/Cadernos Militares"

Cadernos Militares
      "desfile da "coisa militar", em revista"  

 Relatos + Memórias + Biografias + Militária
Efemérides + Historiografia + Actualidade
100 páginas ilustradas, 5€
Revista semestral, assinatura (3 n.ºs 12€) e informações:
jornallanceiro@gmail.com

Locais de Venda
Cascais
- Livraria Galileu - Av. Valbom, 24
Coimbra
- Livraria Minerva, R. de Macau
Évora
- Livraria Dom Pepe - Horta da Porta, Rua de Chartres 7 B
- Livraria Ler e Saber - R. Cândido dos Reis, 14
Lisboa
- Livraria Barata - Av. de Roma
- Livraria Cumes Literários - C. C. Fonte Nova
- Livraria Ferin - R. Nova do Almada, 70-74 - T: 213469033
- Livros da Ribeira - Praça da Ribeira, 1.º, Av. 24 de Julho
- Miguel Alfarrabista - R. da Verónica
- Quitécnica - R. Pedro Ivo, 11C - T: 218483366
- Soc. Histórica da Independência de Portugal - Largo de S. Domingos
Portimão
- Livraria Papelaria Algarve - R. da Igreja, 25/27
- Livraria Papelaria Elifalma - R. Dr. João Vitorino Mealha, 6
Porto
- Livraria Elcla Editora - R. da Boavista, 591/593 - T: 223321918




04 julho 2010

A pistola-metralhadora FBP


Tecnologia que foi nacional (a velha FBP) mas já é propriedade dos americanos.
Continuamos os mesmos: depreciamos tudo o que fazemos, compramos caro (dos outros tudo é bom) e vendemos barato (o que fazemos não vale nada).
Um produto nacional, que até faz muito sucesso nos E.U.A., local em que a variedade e oferta são imensas.
Em Portugal esta arma foi considerada obsoleta e custou mais de 2.000.000,00 de contos (não é Euros) ao Estado, em desenvolvimento e pesquisa, o objectivo era substituir a FBP (que ainda no 10 de Junho último se viam sargentos da Marinha com estas armas na cerimónia).
No encerramento da Indep, alguém comprou tudo, moldes, peças, documentação técnica! Por quanto? Menos de 50.000,00 € (sim aqui é em Euros)!!!
Os Americanos chamam agora Lusa à arma e comercializam a mesma .
António Melo

01 julho 2010

RL2: Sargento-Chefe Cav Filipe Casimiro

O SCh Cav Filipe Casimiro assmiu as funções de SMor do RL2 com a saída, para a reserva, do SMor Cav Antunes.
Com longa folha de serviço prestado no Regimento de Lanceiros nos Esquadrões, Instrução e Secretarias, tem entre outros os Cursos PE, Segurança Altas Entidades e Operações Irregulares, participou na Cooperação Técnico-Militar com a República de Cabo Verde e chefiou a SOIS.
Nascido em Tomar, em 1961, casado e com duas filhas, ingressou no Exército, na EPC, em 1985.
Entre outras tem as seguintes condecorações: Medalha D. Afonso Henriques / 4.ª classe e Medalha de Mérito Militar / 4.ª classe.
É sócio da Associação de Lanceiros.
Os postos de Sargento-Chefe e Sargento-Mor foram criados em 1976 e são respectivamente o 2.º e o 1.º mais alto da classe de Sargentos. Publicaremos no Lanceiro/Cadernos Militares n.º4, a editar em Novembro próximo, uma historiografia e função desempenhada pelo sargento-mor no Exército, pelo nosso colaborador e historiador SMor Cav Fernando Lourenço.

29 junho 2010

XII Concurso de Equitação do RL2

O Regimento de Lanceiros N.º 2 realizou no seu campo de obstáculos, muito bem engalanado, no passado dia 19 de Junho, o seu XII Concurso de Equitação, que foi presidido pelo Exmo MGen Martins Ribeiro, 2º Comandante do CFT, em representação do TGen Comandante.
O Concurso consistiu em duas Provas de Obstáculos, uma Prova Pequena e uma Prova Média (Derby) onde participaram um total de 69 conjuntos, representando Unidades como o Comando de Logística, Escola Prática de Cavalaria, o Regimento de Cavalaria Nº3, o Regimento de Cavalaria Nº4, o Regimento de Cavalaria Nº6, o Regimento de Lanceiros Nº2, o Centro Militar de Física Equitação e Desportos, a Academia Militar, o Colégio Militar, a Unidade de Segurança e Honras de Estado da GNR e o Clube Hípico Militar “Os Lanceiros”.
Os vencedores foram, respectivamente, na Prova Pequena o Cadete Aluno Alves da AM montando Janota de Mafra e na Prova Derby o Cap Med Vet Francisco Medeiros do CM. A Cerimónia de entrega de prémios teve lugar no espaço da Piscina do RL2 onde o Comandante, Cor Cav Rui Cruz Silva, proferiu algumas palavras alusivas ao Desporto Equestre Militar e também de agradecimento pela presença dos Convidados, Cavaleiros, Revista da Cavalaria e Associação de Lanceiros (com banca com venda de revistas e angariação de novos associados), a que se seguiu um almoço convívio no Refeitório Geral que encerrou com o “Grito do Lanceiro”.

26 junho 2010

Olivença portuguesa!


Olivença (como Campo Maior e o Riba-Côa), depois de um século de indefinição de soberania, foi reconhecida portuguesa pelo Tratado de Alcanizes (1297), entre Portugal e Castela.


Em resultado da atenção recebida e do seu valor, Olivença tornou-se uma das grandes povoações do Reino, jamais sendo contestada a sua pertença a Portugal. Porém, em 1801, Espanha - sustentada pela França Napoleónica - declarou-nos guerra e ocupou aquele território e grande parte do Alto Alentejo de que resultou, pelo iníquo Tratado de Badajoz, que Olivença fosse retida pelo Estado vizinho «em qualidade de conquista». Quando a Corte portuguesa se refugiou no Brasil, com a 1.ª Invasão Francesa, em 1808, foi aquele Tratado declarado «nulo e de nenhum efeito».

No fim das Guerras Napoleónicas, as potências europeias reconheceram a absoluta pertença de Olivença a Portugal, determinando-se no Tratado de Viena «os mais eficazes esforços a fim de que se efectue a retrocessão dos ditos territórios a favor de Portugal (...) a ter lugar o mais brevemente possível». Espanha assinou o Tratado sem reservas, reconhecendo a plena legitimidade de Portugal. Todavia, Madrid não honrou tal compromisso e encetou um programa - que ainda prossegue - de espanholização de Olivença, enquanto Portugal, embora jamais reconhecendo a ocupação espanhola, nunca entendeu oportuno exigir, com firmeza e determinação, o cumprimento do Direito Internacional, arrastando-se a situação até aos dias de hoje.

A exigência da retrocessão de Olivença mantem actualidade. Primeiro, porque a atitude que Portugal tomar evidenciará como pretende posicionar-se na Europa e no Mundo: de modo desinibido, inteiro, soberano, ciente do seu valor e dos seus direitos ou, pelo contrário, subserviente, dispensável, pusilânime e «troca-tintas». Depois, porque esse passo por Olivença, transversal a toda a comunidade, pode constituir o motivo que falta para restaurar o ânimo nacional. Finalmente, porque não pode a Nação Portuguesa abandonar os seus filhos, alienados de si por acto bélico e de latrocínio e que continuam a olhá-la com Saudade.
António Marques

22 junho 2010

Associação de Lanceiros

Está criada a Associação para todos os lanceiros
A Associação de Lanceiros, fundada em 1994 como "dos Antigos Oficiais", é, agora, por alteração dos estatutos, para todos: Oficiais, Sargentos e Praças que serviram ou servem no Regimento de Lanceiros 2, ou o fizeram no RPM, no RLL ou no CIPE. Satisfazendo, assim, ao desejo de muitos lanceiros que queriam pertencer a uma organização que revivesse as tradições, as experiências e o espírito da Casa Mãe da PM e da PE.
Para pertencer basta solicitar a entrada na Associação de Lanceiros através de uma ficha de inscrição, proposta por um sócio fundador ou efectivo, que enviaremos a quem a solicite para: alanceiros@gmail.com.
A quota anual é, nesta data, de 15€.

Objectivos da Associação de Lanceiros

- Fomentar o convívio e reforçar os laços de camaradagem e solidariedade entre os seus Associados;
- Estabelecer adequada comunicação, entre os seus associados, através da publicação de revistas e outras de cariz militar;
-Promover encontros regulares e diversificados, aí se incluindo também a prática desportiva;
- Celebrar as efemérides da história do RL 2, incluindo as relativas à Arma de Cavalaria.
- Apoiar os mais carenciados e desfavorecidos (militares ou civis).

A Associação de Lanceiros tem associados:
- Honorários
- Fundadores: todos os antigos Oficiais do RL 2, inscritos até 31 de Dezembro de 2009.
- Efectivos: todos os Lanceiros (Oficiais, Sargentos e Praças) nas situações de activo, reserva, reforma ou outra.
- Convidados: os não Lanceiros.

Perguntas ou comentários? Enviar uma mensagem para: alanceiros@gmail.com

20 junho 2010

Afeganistão

GANHAR A GUERRA

Acaba de ser publicada uma nova directiva para ganhar a guerra no Afeganistão. São ideias vindas directamente do local onde se lidera a guerra pela conquista dos “Hearts and Minds” da população afegã que aqui trazemos. Tenta-se neste texto, conciso e actual, trazer ao conhecimento dos nossos leitores como se está a tentar ganhar uma guerra que bem ou mal, também é nossa. Estão lá portugueses a combater. Alguém ainda se lembra?
Colocado por Miguel Machado em 3 de Junho de 2010 @ 0:33 em 02. OPINIÃO

Ler no no http://www.operacional.pt -



18 junho 2010

General Marcel Bigeard

Morreu hoje o mítico Coronel Bigeard, que comandou o  3.º Regimento de Paraquedistas Coloniais franceses na guerra da Argélia, cujos feitos de guerra inspiraram a obra de Jean Latérguy, "Os Centuriões". Tinha também combatido na II Guerra Mundial e na Indochina (um dos comandantes em Dien-Bien-Phu) e foi o criador do famoso "kiko" que as nossas tropas vieram mais tarde a adoptar na guerra do Ultramar.
Morreu como General, com 94 anos, tinha assente praça como soldado, sendo um dos militares franceses mais condecorados.

17 junho 2010










Inauguração da exposição: "Nun’Álvares Pereira – Imagens de uma Vida", pelo Mestre Carlos Alberto Santos e pela Pintora e Artista Plástica Gabriela Marques da Costa, pelas 17:30 do dia 17 de Junho de 2010, no Palácio da Independência - Sociedade Histórica da Independência de Portugal (http://www.ship.pt), em Lisboa.
Estão assim reunidos todos os elementos para um grande convívio Cultural e de Portugal!

13 junho 2010

Somos lanceiros

Este é o cabeçalho da folha informativa da, agora, Associação de Lanceiros especialmente destinada aos seus associados. Enviaremos o pdf a quem a queira ler.

10 de Junho: Homenagem de Portugal aos seus Veteranos

«O DIA DOS PORTUGUESES ou, oficialmente, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado em 2010, tem um significado especial. Na verdade, assistimos esta manhã a um desfile das nossas Forças Armadas precedido de uma extensa delegação de Veteranos, de Antigos Combatentes, mais singelamente de combatentes dos exércitos em todas as guerras e conflitos em que Portugal esteve envolvido desde meados do século XX.
Ao ver desfilar umas dezenas de antigos combatentes, de todos os teatros de acção militar em que Portugal participou, não sentimos vontade nem necessidade de lhes perguntar pela guerra, pela crença ou pela época. Sentimos apenas obrigação de, pelo reconhecimento, pagar uma dívida. Sentimos orgulho por saber que é a primeira vez na história que tal acontece e que está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre Portugueses. Com efeito, é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos. (...)
Em Portugal ou no estrangeiro, no Continente ou no Ultramar, na Metrópole ou nas Colónias, as Forças Armadas portuguesas marcaram presença em vários teatros de guerra e em diversas circunstâncias. Militares portugueses lutaram em terra, no mar ou no ar, cumpriram os seus deveres e executaram as suas missões. Em Goa, em Angola, em Moçambique, na Guiné, no Kosovo, em Timor ou no Iraque. Todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações políticas superiores. As decisões foram, como deve ser, as do Estado português e do poder político do dia. Mas há sempre algo que ultrapassa esse poder. O sacrifício da vida implica algo mais que essa circunstância: é, para além das vicissitudes históricas e dos ciclos de vida política, a permanência do Estado.
Os soldados cumprem as suas missões por diversos motivos. Por dever. Por convicção. Por obrigação inescapável. Por desempenho profissional. Por sentido patriótico, político ou moral. Só cada um, em sua consciência, conhece as razões verdadeiras. Mas há sempre um vínculo, invisível seja ele, que o liga aos outros, à comunidade local ou nacional, ao Estado. É sempre em nome dessa comunidade que o soldado combate. (...)
Um antigo combatente não pode nem deve ser tratado de colonialista, fascista, democrata ou revolucionário de acordo com conveniências ou interesses menores. A sua origem, a sua classe social, a sua etnia, as suas crenças ou a sua forma de vínculo às Forças Armadas são, a este propósito, indiferentes: foram, simplesmente, soldados portugueses. (...)
Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos. É certo que há, aqui e ali, expressão de gratidão ou respeito, numa unidade, numa autarquia, numa instituição, numa lei ou numa localidade. Mas, em termos gerais e permanentes, o esquecimento ou a indiferença são superiores. Sobretudo por omissão do Estado. Dos aspectos materiais aos familiares, passando pelos espirituais e políticos, o Estado cumpre mal o seu dever de respeito perante aqueles a quem tudo se exigiu. (...)
As diferenças de opinião e de crença não devem impedir de respeitar todos os que fizeram a guerra, com convicção ou por obediência ao poder político, desde que, evidentemente, o tenham feito sem abuso. Merecem as pensões que lhes são devidas. Merecem atenção e cuidado. Merecem um Dia do Combatente oficialmente estabelecido. Merecem que as suas associações sejam consideradas de utilidade pública. Merecem estar presentes nas cerimónias públicas e oficiais. Mas sobretudo merecem respeito.
Os Portugueses são parcos em respeito pelos seus mortos e até o Estado não é muito explícito no cumprimento desse dever. Pois bem: está chegada a altura de eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre Veteranos de nome e Veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos. Pela Pátria ou pelo seu País, pelo Estado ou pela sua profissão, foi pela sua comunidade nacional que todos eles combateram e se sacrificaram. (...)
Aos Veteranos e antigos Combatentes que hoje estiveram connosco pela primeira vez, nada se lhes pede. Nada devem aos seus contemporâneos. Nós é que estamos em dívida para com eles. São o Estado e a sociedade que lhes devem algo. O que lhes pedimos hoje foi muito simples: aceitem a homenagem que o Estado e os Portugueses vos prestaram! Não estamos aqui a festejar a guerra, mas sim os soldados! E não há melhor dia, do que o Dia de Portugal, para o fazer.»

António Barreto excertos do discurso na Sessão Solene do 10 de Junho
Faro, 10 de Junho de 2010

11 junho 2010

Os M5 A1 "Stuart" em Angola

«A "Licas", a "Milocas" e a "Gina" percorreram milhares de quilómetros nas picadas do norte de Angola, protegendo e salvando as vidas de muitos homens. Engane-se o leitor que julgue serem três bonitas enfermeiras. Tinham nomes de mulher mas eram de aço, moviam-se sobre lagartas e a sua ração de combate era óleo e gasolina. Os guerrilheiros nacionalistas da FNLA chamaram-lhes “Elefante Dundum”...
Graças à determinação e entusiasmo do então Capitão de Cavalaria Mendes Paulo, três velhinhos carros de combate M5 A1 "Stuart" da 2ª Guerra Mundial, foram os protagonistas de uma aventura sem igual em terras Africanas, ficando para a história como os únicos Tanques usados na guerra do ultramar e os únicos a verem combate em toda a história do exército Português. Resgatados a muito custo do Depósito de Material em Beirolas onde enferrujavam, estes veteranos de muitas batalhas tiveram nova oportunidade de emprego, Pintados de fresco e revistos, embarcaram para Angola em 1967, e até 1972 distinguiram-se em muitas missões de escolta e reconhecimento.»
Este é o início do texto e uma das ilustrações do artigo de Alexandre Gonçalves publicado no Lanceiro - Cadernos Militares n.º 3 agora publicado que pode ser solicitado para jornallanceiro@gmail.com.
Preço 5€ (portes incluídos) e já à venda nas livrarias de Lisboa e Évora (ver em Edições).

10 junho 2010

O herói Cmdt Oliveira e Carmo


Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo, oficial da Marinha Portuguesa, morreu em combate depois de uma acção heróica contra as forças da União Indiana que invadiam a Índia Portuguesa.
Foi hoje homenageado junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar.

Em finais de 1961, o jovem 2º Tenente Oliveira e Carmo, 25 anos, comandava a Lancha "Vega" baseada em Diu ao serviço do Comando Naval da Índia Portuguesa, quando se dá o ataque da União Indiana àquele território. No dia 18 de Dezembro, depois de tentar efectuar um ataque e reconhecimento ao cruzador indiano "Delhi", o Tenente Oliveira e Carmo decide entrar em combate com os caça-bombardeiros Vampire, da Força Aérea Indiana, que atacavam as forças portuguesas em Diu. Começou por se fardar «de branco», explicando aos marinheiros «que assim morreria com mais honra». Exortou-os a lutar até ao fim: «Fazemos parte da defesa de Diu e da Pátria e vamos cumprir até ao último homem e última bala se possível». Com o fogo da peça antiaérea de 20 mm da "Vega" são repelidos vários ataques aéreos. No entanto num derradeiro ataque os Vampire bombardeiam a lancha atingido-o mortalmente no peito por disparos de um avião, mas antes, já uma rajada lhe havia cortado «as pernas totalmente pelas coxas». Morrem também dois marinheiros - António Ferreira e Aníbal Fernandes Jardino - e  ficam feridos outros dois. A guarnição da «Vega» era, apenas, de sete homens.
Pelo seu acto heróico, a título póstumo, Oliveira e Carmo foi condecorado com a Ordem Militar da Torre e Espada e promovido ao posto de Capitão-Tenente.

A pequena lancha de fiscalização, de 17 metros de comprimento e uma única metralhadora de 20 mm, largada da doca de Diu, passou a barra e fez-se ao mar alto, em direcção ao «Delhi», um cruzador indiano de 9740 toneladas. Durante a sangrenta batalha, não foi a artilharia do navio inimigo que derrotou a «Vega», mas a metralha cruzada de dois ou três aviões.
O corpo do Cmdt Oliveira e Carmo nunca foi encontrado. 

07 junho 2010

10 de Junho: veteranos desfilam em Faro

Tal como noutros países, nomeadamente a Grã-Bretanha, os antigos combatentes portugueses, segundo "A Voz do Combatente, vão poder desfilar, pela primeira vez, junto com as Forças Armadas, no próximo dia 10 de Junho, Dia de Portugal, em Faro.
Desfilarão à frente das F.A. os antigos combatentres do Ultramar e os das missões de paz, de fato civil, com condecorações e boina. Não haverá bandeiras ou estandartes das associações. Na foto, em Inglaterra, desfile dos veteranos de uma Associação de Cavalaria.

05 junho 2010

Quantos militares servem em missões exteriores?

Sempre que alguém pretende abordar este assunto do número de militares portugueses que têm servido em missões expedicionárias nos últimos 20 anos, depara-se imediatamente com o problema das fontes: onde procurar?
No http://www.operacional.pt/quantos-militares-temos-em-missoes-exteriores/ encontra uma análise do tema.
Miguel Silva Machado

03 junho 2010

Um porta-aviões moderno

O USS J.F.K. atracado em Malta.
Já tinha percebido como é realmente grande um porta-aviões moderno?
Esta foto dá bem a proporção do tamanho do navio com coisas tais como edifícios, casas, carros, etc.

02 junho 2010

O RL2 e a visita de SS o Papa Bento XVI



De 5 a 14 de Maio de 2010, o RL2 cumpriu missões no âmbito da visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI a Portugal.
O Grupo de Polícia do Exército assegurou as escoltas e segurança ao transporte terrestre dos dois Papamóveis e das Bagagens da comitiva Papal, executou Alas de Cortesia a SS o Papa à entrada da Igreja dos Jerónimos e reforçou a Segurança e Protecção Pessoal no Regimento de Artilharia N.º 5 durante a sua permanência.
Empenhou 7 Oficiais, 14 Sargentos e 72 Praças, tendo sido percorridos com 22 viaturas e 4 motociclos, 4900 Km e gastos cerca de 500 litros de combustível, nos trajectos da visita Papal: Lisboa – Fátima – Porto.

23 maio 2010

Cadernos Militares do Lanceiro n.º 3

Na próxima semana inicia-se o envio, gratuito, para os associados da Associação de Lanceiros, da nossa revista "Cadernos Militares do Lanceiro n.º 3". Os não associados poderão adquiri-lo por 5 €, solicitadando-a para o e-mail: jornallanceiro@gmail.com.
Sumário:
05 Nota de Abertura / Correio
06 Guiné: Comandos Africanos
07 Arte: Eduardo Serra
08 Postura - Jorge de Lancastre
09 Lanceiros: Novas Capacidades - TCor Paraq Miguel Machado
13 Guerra Peninsular e a Cavalaria - TGen Alexandre Sousa Pinto
17 Mui Breve História de Lisboa - Carlos Dias de Almeida
20 Golpes Militares em Portugal - Roberto de Moraes
26 Cor Alfredo Albuquerque - TCor Cav António Marcos Andrade
29 A Mulher nas F. A. - Cap Ten MN Óscar de Figueiredo
32 Ponte da Mizarela - SMor Cav Fernando Lourenço
38 PM: As Companhias de S. Tomé e Timor - HQN, JCP e FES
45 CPM 1446: Patrulhamento ao Bindá - Luís Alfacinha de Brito
55 CPM 1579: Memórias de Timor - Filipe Barbeitos
62 Reflexões
63 Nuno Álvares e a Função Militar - Gen António Martins Barrento
71 Diário do Ten Cav José Augusto Costa
82 Capitães de Portugal: Capitães Caçorino Dias e Ricardo Alçada
83 Angola: M5 A1 - Alexandre Gonçalves
92 Da Caserna ...
93 As Nossas Publicações
94 Tenda do Lanceiro

- Brevemente estará também à venda nas livrarias indicadas na página "Edições"

22 maio 2010

Portugal perdeu a soberania!...

«Nas últimas semanas, Portugal perdeu soberania e ninguém se inquieta muito, o que é espantoso. Temos os credores à porta e prestamos-lhes a vassalagem dos aflitos.(...) os 230 deputados, Presidente da República, presidente da Assembleia e primeiro-ministro deviam pôr-se à frente do mesmo espelho e apresentar uma moção de censura a si mesmos. Falharam em, ao menos, manter Portugal dos portugueses. E não sentem vergonha disso.»
Pedro Santos Guerreiro in Jornal de Negócios de 21/05/2010
N.da R.: Perde Portugal a soberania, e ao estilo dos "brandos costumes", o Sr. jornalista sugere apenas uma auto-censura!...

O Museu de Marinha em perigo!

O Museu de Marinha - http://museu.marinha.pt/museu/site/pt - encontra-se de facto em perigo.
Com a anunciada criação do inexplicável Museu da Viagem, o riquíssimo espólio do Museu de Marinha passará para a tutela do novo museu esvaziando um dos melhores museus mundiais da área.
O Museu de Marinha, que foi criado pelo Rei D. Luis, e conta com mais de 150 anos de existência, não deve acabar assim (em vez de se recuperarem museus desmantelam-se...).
É actualmente visita obrigatória de estrangeiros, que assim tomam verdadeiro contacto com a nossa epopeia marítima, e o segundo mais visitado do país. A nossa cultura não deve sofrer um atentado destes.
Ajudem a salvar o Museu de Marinha assinando a petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2153

20 maio 2010

Liga de Combatentes da COVILHÃ

84º Aniversário da Liga de Combatentes da COVILHÃ
O Núcleo da Covilhã da Liga dos Combatentes foi fundado no ano de 1926, tendo como primeiro presidente o Capitão Victoriano Cruz Nazarett, na época, militar no Regimento de Infantaria 21, da Covilhã.
São múltiplas as suas actividades. No Plano Cultural destaque-se o órgão informativo «O Combatente da Estrela», a Secção de Coleccionismo e a anual “Feira de Trocas da Covilhã”. Além de um bem concebido site: http://www.ligacovilha.com/
No Plano Desportivo há já vários anos que possui uma Classe de Ginástica de Manutenção, tal como sucede com o Futsal. Uma palavra especial para o Torneio de Malha disputado anualmente.
Só lhes falta completar o sonho de construir a nova Sede Social, onde integrará um Centro de Dia e Noite.





18 maio 2010


Podem não acreditar, mas antigamente, antes do aparecimento do radar, era assim que se detectavam ataques aéreos.
Daniel Albergaria

17 maio 2010

Ordem Militar de Cavalaria

A Ordem dos Templários, Ordem do Templo ou Cavaleiros Templários foi uma das mais famosas Ordens Militares de Cavalaria. A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média, fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista.

Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade para se tornarem monges. Usavam característicos mantos brancos com a cruz vermelha de malta, e o seu símbolo era um cavalo montado por dois cavaleiros.
O sucesso dos Templários esteve vinculado ao das Cruzadas. Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à Ordem reduziu-se. Rumores acerca da cerimónia de iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças, e o rei Filipe IV de França profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o Papa Clemente V a tomar medidas contra eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados em estacas. Em 1312, o Papa Clemente dissolveu a Ordem. O súbito desaparecimento da maior parte da infra-estrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas, que mantém o nome dos Templários vivo até os dias actuais, nomeadamente com o supresticioso dia 13, dia de Outubro em que foram presos.
Os cavaleiros templários, foram declarados inocentes no início do século XIV, segundo um documento secreto do Vaticano descoberto em 2002. O referido documento, que considera os monges-cavaleiros "inocentes" das acusações de blasfémia e heresia, foi lavrado em 1308, um ano depois do início do processo templário.
Após a extinção da ordem, o Rei D. Dinis conseguiu que todos os bens dos Templários passassem para a posse de uma nova ordem, a de Cristo, sob a égide da qual se empreenderá a expansão marítima.
[foto: Castelo Templário de Castelo Branco]

15 maio 2010

A Guerra Peninsular e a Cavalaria

«Estamos a viver o Bicentenário da Guerra Peninsular estando, nesse âmbito, a ocorrer, pelo menos desde 2007, uma série de eventos e a surgir nas bancas grande número de publicações relacionadas com o acontecimento que, não é demais lembrar, foi, porventura, o momento mais crítico da nossa quase milenária história.
Guerra Peninsular é uma designação desde sempre usada pelos Ingleses mas que nós, Portugueses, só utilizámos verdadeiramente a partir das Comemorações do Centenário para substituir a habitualmente usada de Invasões Francesas, que apenas cobria uma pequena parte do período que interessava estudar e analisar (1807-1812). Aliás, poderíamos, para baralhar, acrescentar ainda a designação atribuída pela Espanha aos mesmos acontecimentos históricos – Guerra de la Independência (1808-1813). Três designações para indicar factos coincidentes mas que correspondem a espaços temporais diferentes. A designação de Guerra Peninsular é a que ocupa um mais largo espaço de tempo; nela se inclui todo o período em que Napoleão se quis impor como senhor absoluto do Continente Europeu, isto é, entre 1798 e 1814, para nós representado pelas Campanhas Navais do Marquês de Niza (1798-1800), pela Guerra das Laranjas (1801), pela Batalha Naval de Trafalgar (1805), pelas Invasões de Junot (1807-1808), de Soult (1809), de Massena (1810-1811) e de Marmont (1812) e, finalmente, pela perseguição das forças napoleónicas em Espanha (1811-1813) e em França (1813-1814).»
Deste modo inicia o seu artigo, dedicado à Guerra Peninsular e à Cavalaria, o Gen Alexandre de Sousa Pinto, na Cadernos Militares do Lanceiro n.º3 que estará à venda ao publico muito em breve.

09 maio 2010

Encontro de lanceiros em Guimarães

 Guimarães, “berço da nossa nacionalidade” é o local do próximo encontro de lanceiros a 26 de Maio próximo (4ª feira) e o qual se destina a todos os associados da AAOL/AL, seus familiares, novos associados e amigos. Consta de visita guiada no Centro Histórico e Almoço na Pousada de Santa Marinha.
O custo por Participante é de Euros 35.00, por pessoa.
As Inscrições devem ser efectuadas ATÉ 20 MAIO 2010 (5ª FEIRA), através do e-mail aaolanceiros@gmail.com ou para a Sede da Associação, Regimento de Lanceiros 2, Calçada da Ajuda, 1349-054 LISBOA

O Fim da II GM

Neste dia em que se comemorou, em Moscovo, com pompa e circunstâcia (pela primeira vez, desfilaram, tropas da NATO, ingleses, franceses,americanos e polacos marcharam juntamente com soldados russos), o fim da II GM, há 65 anos, vale a pena citar aqui João Pereira Coutinho no Expresso: «A Segunda Guerra foi um acontecimento desnecessário na história contemporânea? Pat Buchanan, em livro que tem alimentado debates ferozes "Churchill, Hitler, and the Unnecessary War" [Churchill, Hitler e a Guerra Desnecessária, como os Ingleses perderam o Império, e o Oeste perdeu o Mundo...] defende que sim. A Segunda Guerra não se explica sem a profunda injustiça do Tratado de Versalhes, que destroçou uma Alemanha de joelhos. E não se explica sem o desejo bélico de Churchill, que arrastou os Estados Unidos para a dança e recusou a paz possível com a Alemanha. E, como conclusão, Buchanan acrescenta: "se dúvidas houvesse sobre a inutilidade e a imoralidade da guerra, bastaria citar o Holocausto. O extermínio de seis milhões de judeus, mais do que um produto do anti-semitismo, foi sobretudo uma consequência lógica do conflito".

Soldados

"Uma Nação que confia nos seus Direitos, em vez de confiar nos seus Soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda." (Rui Barbosa)

Pintura Militar

A "Historical Outline" dá a conhecer a história militar, especialmente a de España, com a obra pictórica de Augusto Ferrer-Dalmau: óleos, esboços, estampas, livros e esculturas. Um artista único no seu género, que pode admirar na galeria virtual, no site: http://historicaloutline.com/
Luís de Castro Santos