Ao contrário do que muitas vezes se tem tentado fazer crer, os números mostram que a actuação das marinhas no combate à pirataria na Somália tem sido bastante eficaz. Em 2009 contabilizaram-se em todo o mundo 406 actos de pirataria. Desses, 217 foram perpetrados por piratas somalis, sendo que a sua área de actuação já extravasou do Corno de África e do Golfo de Áden, tendo-se alargado a praticamente todo o Oceano Índico, nomeadamente às costas do Quénia, da Tanzânia, das Seicheles e de Madagáscar. Todavia, os piratas somalis apenas conseguiram concretizar 48 das 217 tentativas de abordagem que efectuaram, o que significa que a sua taxa de sucesso foi de 22,1%. Já no resto do mundo, das 189 tentativas de abordagem concretizaram-se 154, o que corresponde a uma taxa de sucesso de 81,5%.
A. Melo
31 julho 2010
Afeganistão
«Retirar do Afeganistão, entregando o país aos seus antigos carniceiros, não será apenas mais um derrota do Ocidente e uma traição indesculpável aos dois mil homens que lutaram no terreno e não regressaram mais.
Será a certeza de que a guerra que não se venceu no Oriente Médio acabará, cedo ou tarde, por nos visitar dentro de casa.»
João Pereira Coutinho in Folha
29 julho 2010
Basil Davidson
Morreu um velho inimigo de Portugal, Basil Davidson, acérrimo defensor dos movimentos terroristas do nosso Ultramar, e que Jorge Sampaio condecorou como Presidente da República. Acreditava que quando os povos de África atingissem a independência tudo seria o melhor dos mundos. Viu-se...
No entanto, algumas evidências dificilmente pode esconder o que o levou a confessar que os portugueses se batiam muito bem na Guiné.
Basil Davidson era um jornalista inglês politicamente orientado. Na II GM combateu na antiga Jugoslávia ao lado de Tito, dedicando-se mais tarde a propagandear as guerras de África, com particular dedicação às conduzidas por Portugal na defesa das suas fronteiras, especialmente as da Guiné, sempre do ponto de vista do IN.
O diário inglês "Guardian" sublinhou o particular gozo que lhe deu a ironia de ter sido condecorado, em 2002, pelo Presidente Sampaio, nem mais nem menos, com a Medalha de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, que como é sabido, visa distinguir a prestação de serviços relevantes a Portugal...
Em entrevista ao Expresso em 2001, declarou, referindo-se à Guiné: «O Exército português defendeu-se muito bem, era muito forte e não desmoralizou».
JMSC
No entanto, algumas evidências dificilmente pode esconder o que o levou a confessar que os portugueses se batiam muito bem na Guiné.
Basil Davidson era um jornalista inglês politicamente orientado. Na II GM combateu na antiga Jugoslávia ao lado de Tito, dedicando-se mais tarde a propagandear as guerras de África, com particular dedicação às conduzidas por Portugal na defesa das suas fronteiras, especialmente as da Guiné, sempre do ponto de vista do IN.
O diário inglês "Guardian" sublinhou o particular gozo que lhe deu a ironia de ter sido condecorado, em 2002, pelo Presidente Sampaio, nem mais nem menos, com a Medalha de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, que como é sabido, visa distinguir a prestação de serviços relevantes a Portugal...
Em entrevista ao Expresso em 2001, declarou, referindo-se à Guiné: «O Exército português defendeu-se muito bem, era muito forte e não desmoralizou».
JMSC
26 julho 2010
Já estamos no Facebook
Iniciámos dia 25 de Julho, dia do nascimento de D. Afonso Henriques (1109) e da Batalha de Ourique (1139), uma presença no Facebook, que nos vinha, há tempos, sendo sugerido por amigos e camaradas que seguem este nosso blogue desde 7/FEV/2010 e/ou lêem as nossas edições em papel.
Lançaremos, também, o grupo "Lanceiros" para todos os que serviam no Regimento de Lanceiros ou se identificam com os seus valores.
O "Lanceiro" anda na net desde 10 de Junho de 2001, como complemento da sua edição em papel, iniciada em 1999 e procura cumprir e seguir o seu "Estatuto Editorial".
Entrar no Facebok é "alargar a passada" (esperamos poder estar à altura), um "toque a reunir" dos que andam por aí dispersos e para quem a "coisa militar" faz sentido.
Esperamos a incessante colaboração de todos, inclusivé na sua divulgação.
JMSC
Lançaremos, também, o grupo "Lanceiros" para todos os que serviam no Regimento de Lanceiros ou se identificam com os seus valores.
O "Lanceiro" anda na net desde 10 de Junho de 2001, como complemento da sua edição em papel, iniciada em 1999 e procura cumprir e seguir o seu "Estatuto Editorial".
Entrar no Facebok é "alargar a passada" (esperamos poder estar à altura), um "toque a reunir" dos que andam por aí dispersos e para quem a "coisa militar" faz sentido.
Esperamos a incessante colaboração de todos, inclusivé na sua divulgação.
JMSC
25 julho 2010
Lanceiros em Sines
O VI Encontro/Convívio de Lanceiros em Sines, organizado pela Associação de Lanceiros, realizou-se no passado dia 16 de Julho, depois dos mais recentes "passeios" em Guimarães (25/05/10) e no Sado (23/09/09).
Incluiu uma visita histórica guiada à Cidade (Castelo), um passeio no Safari Park Badoca, seguido de almoço numa lindíssima praia perto de S. Torpes, em clima de grande camaradagem.
Incluiu uma visita histórica guiada à Cidade (Castelo), um passeio no Safari Park Badoca, seguido de almoço numa lindíssima praia perto de S. Torpes, em clima de grande camaradagem.
18 julho 2010
Eu servi no Regimento de Lanceiros de Lisboa
«(...) o Regimento de Lanceiros 2, na Ajuda. Eu servi - o termo é mesmo esse, servi - com honra e alegria aquele Regimento, entre 1986 e 1987, como oficial de justiça. Chamava-se então Regimento de Lanceiros de Lisboa e albergava, como julgo que ainda hoje assim é, a Polícia do Exército. Fi-lo ao abrigo do serviço militar obrigatório com que o politicamente correcto, das esquerdas e das direitas, acabou. Por acaso foi o dr. Portas, mas podia perfeitamente ter sido o dr. Louçã ou outra eminência do regime. Quem passou por Lanceiros, a menos que seja um notório imbecil, não fica indiferente à sua história e à fraternal solidariedade que unia homens de proveniências sociais diversas em torno da Cavalaria. Lanceiros permitiu-me conhecer pessoas e mundos completamente diversos dos meus. Depois, o Regimento é um espaço lindíssimo, desde o edifício principal, até às remotas cavalariças mais perto de Belém ou a piscina. Tem uma parada inolvidável com o símbolo do Regimento desenhado no meio: "morte ou glória". Mantive, com praticamente toda a gente com quem me cruzei lá dentro, as melhores relações pessoais e institucionais. Fiz amizades e não me envergonho de ter cumprido o serviço militar. Foi nesse período que inaugurámos o monumento aos mortos em combate do Regimento, era então comandante o Coronel Roque da Cunha. Passei, como oficial de dia, muitas noites lá dentro e assisti, até por dever de ofício, a muitas peripécias. Nessa altura, a ocupação maior da Polícia do Exército era proceder diariamente à escolta de Otelo Saraiva de Carvalho para o Tribunal de Monsanto onde decorria o julgamento das FP-25. Lanceiros foi um pouco de tudo. "Reaccionário", "monárquico" e até "progressista", no PREC, quando era 2º comandante o famoso Major Tomé. Em comum, tínhamos todos a mesma admiração e o mesmo respeito pela memória dos "nossos maiores" nomeadamente D. Carlos, o Marechal Carmona ou o Marechal Spínola. Não obstante o percurso político algo ambíguo deste último, não existe nenhum "cavaleiro" que se preze que não seja "spinolista". Alguns dos oficiais, sargentos e praças com quem privei mais de perto, já desapareceram. Por todos, deixo aqui uma sentida homenagem à grata memória do meu Amigo Henrique Quinta-Nova, ao tempo Major de Cavalaria. Parece, pois, que o poder quer "matar" Lanceiros a troco de um punhado de euros. Que o faça. Lanceiros está vivo no coração dos seus servidores, independentemente do capricho do tempo. Contra o esquecimento, morte ou glória. Não conheço melhor "divisa" para a vida inteira.»
João Gonçalves in portugal dos pequeninos.blogspot.com em 16.6.06.
17 julho 2010
A Esquadra 504 “Linces” da FAP
A Esquadra 504 “Linces”, sedeada na Base Aérea Nº6, localizada na margem esquerda do rio Tejo (próximo da cidade do Montijo), em frente a Lisboa, opera as aeronaves FALCON 50 e 20, celebrou no dia 12 de Janeiro, o seu 25º Aniversário.
De entre as missões da Esquadra 504 destacam-se a de transporte de órgãos para transplante e a de transporte de altas entidades do Estado.
"Porque é que existe esta missão?" questiona-se e responde o TCor Pil Av Brandão Ferreira:
"Pois, porque só a FA tem a capacidade e a flexibilidade de, no âmbito temporal e espacial, em apoiar este tipo de operação, já que a grande parte das missões são inopinadas e têm um tempo de duração incerto. Permite ainda um grau de segurança física maior. Além disso, exige-se às empresas civis um grau de eficiência elevado, que não é compatível com ter meios disponíveis para estas missões (além do seu elevado custo). Já assim não acontece com a FA que, sendo um ramo militar, a eficácia prefere, devendo ter sempre potencial disponível, para qualquer necessidade que surja.
Ora tudo isto só se consegue com uma estrutura de comando e controle adequado e com aquilo a que se convencionou chamar de “condição militar”. De facto é esta característica que permite a disponibilidade de tempo e lugar e de um lote alargado de exigências e restrições individuais, que garantem o cumprimento de todas as missões em toda e qualquer circunstância.
Isto é verdade para a FA (e para todos os restantes militares), mas não é verdade para os civis."
16 julho 2010
Citação
«Não é por as coisas serem difíceis que não temos ousadia.
É por não termos ousadia que as coisas são difíceis.»
Séneca (3 aC-65 dC)
É por não termos ousadia que as coisas são difíceis.»
Séneca (3 aC-65 dC)
13 julho 2010
Capela de Nossa Senhora do Baluarte
A Capela de Nossa Senhora do Baluarte, construida pelos portugueses na Ilha de Moçambique, é o primeiro templo cristão na costa oriental de África.
Uma das sepulturas que se encontram no interior da dita capela foi violada por algum meliante. Levam-nos tudo, até as ossadas!
Imagens da Capela obtidas por mim há alguns anos. Actualmente esta capela está á guarda da UNESCO que tem um projecto de recuperação da Ilha.
Fica aqui um atalho para um texto sobre a capela: http://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_de_Nossa_Senhora_do_Baluarte
Vítor Martins
09 julho 2010
A ração de combate do militar português
A ração de combate das Forças Armadas Portuguesas é fornecida por uma empresa espanhola.
O Governo Português deixa na mão de uma empresa espanhola até a "ração de combate indivual do militar português".
Quem serviu as Forças Armadas sabe que, na semana de campo, todos os militares comem a "ração de combate".
O que é a ração de combate?
A ração de combate é uma embalagem na qual estão contidos os alimentos para um dia de cada soldado.
O pequeno almoço, o almoço, o jantar.
A ração de combate agora, "NATO APROVED", é composta por leite em pó, sardinhas em conserva, chocolate, gomas para o stress, café em comprimidos ou em pó, fósforos, doces, marmelada, uma lata de carne - por exemplo jadineira - uma lata de feijoada, açucar, pastilhas para purificar água, lenços de papel,dispositivo para aquecer os alimentos, saco de plástico para juntar os residuos, sumo de laranja, sumo de ananás, bolachas sem sal, sal.
Na guerra do Ultramar cada militar tinha por dia uma ração de combate. [na foto]
Hoje os soldados portugueses no Afeganistão, na Bósnia, e noutros teatros de operações militares, têm uma ração de combate por dia.
Pois bem, as rações de combate dos militares portugueses são fornecidas pela empresa espanhola JOMIPSA-Partida del Salt S/N- San Juan de Alicante - 03550 Alicante - Espanha!!!!!!!
Na ração de combate temos os seguintes alimentos:
1 - Jardineira de vaca .- das Conservas Huertas S C/Cervantes Malagan (C.Real) España - que nem carne tem, mas antes ervilhas feijão verde ou harricot, bocadinhos de cenoura e dois , no máximo, bocados de carne:
2 - Leite "demi-écrémé" para dissolução instantânea com 15 gr de PL, fabricado em França;
3 - Dois pacotes de açucar da Mama Inés; um pacote de sumo de ananás da Mama Inés; um pacote de sumo de laranja da Mamá Inés, tudo farbricado pela JOMIPSAA (Espanha);
4 - Uma lata de sardinhas em conserva produzida pela JOMIPSA;
5 - Um conjunto de pastilhas para fazer fogo, fabricado pela Minigrip que parece ser francesa;
6 - Um pacote de doce de morango fabricado pela empresa Memarillo el Quijote ,SA (Espanha);
7 - Três pacotes de bolachas sem sal, Sweet Biscuit, fabricado pela empresa José Miguel Ponteveda SA (JOMIPSA) (Espanha);
8- Guardanapos de papel fabricados por B-60837192 Campello (Alicante - Espanha);
9 - Dois pacotes de café instantâneo fabricados pela Mama Inés (JOMIPSA - Espanha);
10 - Dois pacotes de sal fabricados pela JOMIPSA - Espanha;
11 - Uma lata de paté de figado fabricado pela empresa Alimentos Preparados Naturales, SA, de Los Yebenes - Toledo - Espanha;
12 - Uma lata de "Rancho Viseu" fabricado pela empresa Conservas Huertas SA, C/Cervantes (C. Real) Espanha.
A ração de combate é miserável em termos de conteúdo e qualidade.
Não há um único alimento português!
As nossas F. A. estão nas mãos de Espanha na questão das rações de combate e também no fabrico de munições (não havia uma linha de fabrico que vendemos aos espanhóis? Não foi só este caso de entrega do equipamento ao estrangeiro, veja-se o caso da FBP que demos nota uns posts atrás).
O nosso potencial inimigo próximo poderá ser a Espanha.
Esta questão das rações de combate prova bem o engano em que os portugueses vivem.
Cavaco Silva sabe isto?
Então as Forças Armadas Portuguesas dependem de Espanha nas rações de combate? E, pelos vistos, das munições.
A Manutenção Militar já não é capaz de produzir rações de combate com comida portuguesa, ao nosso gosto?
Não venham com contratos internacionais e liberdade de contratação na União Europeia.
Há matérias em que não pode haver liberdade de negociação, antes reservas estratégicas de soberania, que os tratados da União Europeia permitem.
Porque Portugal nestas questões estratégicas, de defesa nacional, de dignidade nacional, nunca pode ficar na mão de Espanha, nem de ninguém.
Uma vergonha!!!
Até as Forças Amadas Portuguesas estão na mãos de Espanha para efeitos de Intendência!?
Que porcaria de políticos temos? e que ministros da Defesa temos?
E qual o controle que faz Cavaco Silva?
O que faz José Sócrates?
Quem foram os responsáveis militares que aceitaram isto? Quem foram os políticos que permitiram este avilte?
Algum general viu o contéudo da jardineira de vaca da ração de combate, ou fui eu que tive azar e me calhou - pedi uma ração de combate para analisar - só ervilhas?
Abram os olhos!
Senhor Presidente da República mande investigar isto, que o senhor é o Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas.
Vão justificar com o custo/benefício e são capazes de ter razão! Quiseram-nos pequenos e agora pagamos outro preço neste e outros domínios... veja-se o caso da PT.
[adpt. da que circula na net]
O Governo Português deixa na mão de uma empresa espanhola até a "ração de combate indivual do militar português".
Quem serviu as Forças Armadas sabe que, na semana de campo, todos os militares comem a "ração de combate".
O que é a ração de combate?
A ração de combate é uma embalagem na qual estão contidos os alimentos para um dia de cada soldado.
O pequeno almoço, o almoço, o jantar.
A ração de combate agora, "NATO APROVED", é composta por leite em pó, sardinhas em conserva, chocolate, gomas para o stress, café em comprimidos ou em pó, fósforos, doces, marmelada, uma lata de carne - por exemplo jadineira - uma lata de feijoada, açucar, pastilhas para purificar água, lenços de papel,dispositivo para aquecer os alimentos, saco de plástico para juntar os residuos, sumo de laranja, sumo de ananás, bolachas sem sal, sal.
Na guerra do Ultramar cada militar tinha por dia uma ração de combate. [na foto]
Hoje os soldados portugueses no Afeganistão, na Bósnia, e noutros teatros de operações militares, têm uma ração de combate por dia.
Pois bem, as rações de combate dos militares portugueses são fornecidas pela empresa espanhola JOMIPSA-Partida del Salt S/N- San Juan de Alicante - 03550 Alicante - Espanha!!!!!!!
Na ração de combate temos os seguintes alimentos:
1 - Jardineira de vaca .- das Conservas Huertas S C/Cervantes Malagan (C.Real) España - que nem carne tem, mas antes ervilhas feijão verde ou harricot, bocadinhos de cenoura e dois , no máximo, bocados de carne:
2 - Leite "demi-écrémé" para dissolução instantânea com 15 gr de PL, fabricado em França;
3 - Dois pacotes de açucar da Mama Inés; um pacote de sumo de ananás da Mama Inés; um pacote de sumo de laranja da Mamá Inés, tudo farbricado pela JOMIPSAA (Espanha);
4 - Uma lata de sardinhas em conserva produzida pela JOMIPSA;
5 - Um conjunto de pastilhas para fazer fogo, fabricado pela Minigrip que parece ser francesa;
6 - Um pacote de doce de morango fabricado pela empresa Memarillo el Quijote ,SA (Espanha);
7 - Três pacotes de bolachas sem sal, Sweet Biscuit, fabricado pela empresa José Miguel Ponteveda SA (JOMIPSA) (Espanha);
8- Guardanapos de papel fabricados por B-60837192 Campello (Alicante - Espanha);
9 - Dois pacotes de café instantâneo fabricados pela Mama Inés (JOMIPSA - Espanha);
10 - Dois pacotes de sal fabricados pela JOMIPSA - Espanha;
11 - Uma lata de paté de figado fabricado pela empresa Alimentos Preparados Naturales, SA, de Los Yebenes - Toledo - Espanha;
12 - Uma lata de "Rancho Viseu" fabricado pela empresa Conservas Huertas SA, C/Cervantes (C. Real) Espanha.
A ração de combate é miserável em termos de conteúdo e qualidade.
Não há um único alimento português!
As nossas F. A. estão nas mãos de Espanha na questão das rações de combate e também no fabrico de munições (não havia uma linha de fabrico que vendemos aos espanhóis? Não foi só este caso de entrega do equipamento ao estrangeiro, veja-se o caso da FBP que demos nota uns posts atrás).
O nosso potencial inimigo próximo poderá ser a Espanha.
Esta questão das rações de combate prova bem o engano em que os portugueses vivem.
Cavaco Silva sabe isto?
Então as Forças Armadas Portuguesas dependem de Espanha nas rações de combate? E, pelos vistos, das munições.
A Manutenção Militar já não é capaz de produzir rações de combate com comida portuguesa, ao nosso gosto?
Não venham com contratos internacionais e liberdade de contratação na União Europeia.
Há matérias em que não pode haver liberdade de negociação, antes reservas estratégicas de soberania, que os tratados da União Europeia permitem.
Porque Portugal nestas questões estratégicas, de defesa nacional, de dignidade nacional, nunca pode ficar na mão de Espanha, nem de ninguém.
Uma vergonha!!!
Até as Forças Amadas Portuguesas estão na mãos de Espanha para efeitos de Intendência!?
Que porcaria de políticos temos? e que ministros da Defesa temos?
E qual o controle que faz Cavaco Silva?
O que faz José Sócrates?
Quem foram os responsáveis militares que aceitaram isto? Quem foram os políticos que permitiram este avilte?
Algum general viu o contéudo da jardineira de vaca da ração de combate, ou fui eu que tive azar e me calhou - pedi uma ração de combate para analisar - só ervilhas?
Abram os olhos!
Senhor Presidente da República mande investigar isto, que o senhor é o Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas.
Vão justificar com o custo/benefício e são capazes de ter razão! Quiseram-nos pequenos e agora pagamos outro preço neste e outros domínios... veja-se o caso da PT.
[adpt. da que circula na net]
08 julho 2010
Encontro de Lanceiros em Sines
O Castelo e as relíquias históricas do Navegador; o litoral alentejano; as belas praias desertas e solarengas
e uma "experiência africana", em terras do Além Tejo, o peixe, o mar aberto, etc. são os ingredientes do próximo, o 6.º, Encontro de Lanceiros em Sines, porta do Atlântico… para a História e para o Mundo, no dia 16 de Julho (6.ª feira).
Além da visita histórica guiada à Cidade (Castelo), haverá um passeio no Badoca, um Safari Park (uma hora), seguido de almoço numa lindíssima praia perto de S. Torpes. O preço por pessoa é de 32,50 €.
Este encontro, que começa às 10H no "Badoca Safari Park" e termina, depois do almoço no Restaurante Gost´ti (Praia da Vieirinha), está aberto aos sócios, a familiares, a amigos e a candidatos a novos associados.
Mais informações e inscrições até 9/7: alanceiros@gmail.com
05 julho 2010
Locais de Venda do "Lanceiro/Cadernos Militares"
Cadernos Militares
"desfile da "coisa militar", em revista"
"desfile da "coisa militar", em revista"
Relatos + Memórias + Biografias + Militária
Efemérides + Historiografia + Actualidade
100 páginas ilustradas, 5€
Revista semestral, assinatura (3 n.ºs 12€) e informações: jornallanceiro@gmail.com
Revista semestral, assinatura (3 n.ºs 12€) e informações: jornallanceiro@gmail.com
Locais de Venda
Cascais
- Livraria Galileu - Av. Valbom, 24Coimbra
- Livraria Minerva, R. de Macau
Évora
- Livraria Dom Pepe - Horta da Porta, Rua de Chartres 7 B
- Livraria Ler e Saber - R. Cândido dos Reis, 14
Lisboa
- Livraria Barata - Av. de Roma
- Livraria Cumes Literários - C. C. Fonte Nova
- Livraria Ferin - R. Nova do Almada, 70-74 - T: 213469033
- Livros da Ribeira - Praça da Ribeira, 1.º, Av. 24 de Julho
- Miguel Alfarrabista - R. da Verónica
- Quitécnica - R. Pedro Ivo, 11C - T: 218483366
- Soc. Histórica da Independência de Portugal - Largo de S. Domingos
Portimão
- Livraria Papelaria Algarve - R. da Igreja, 25/27
- Livraria Papelaria Elifalma - R. Dr. João Vitorino Mealha, 6
Porto
- Livraria Elcla Editora - R. da Boavista, 591/593 - T: 223321918
04 julho 2010
A pistola-metralhadora FBP
Tecnologia que foi nacional (a velha FBP) mas já é propriedade dos americanos.
Continuamos os mesmos: depreciamos tudo o que fazemos, compramos caro (dos outros tudo é bom) e vendemos barato (o que fazemos não vale nada).
Um produto nacional, que até faz muito sucesso nos E.U.A., local em que a variedade e oferta são imensas.
Em Portugal esta arma foi considerada obsoleta e custou mais de 2.000.000,00 de contos (não é Euros) ao Estado, em desenvolvimento e pesquisa, o objectivo era substituir a FBP (que ainda no 10 de Junho último se viam sargentos da Marinha com estas armas na cerimónia).
No encerramento da Indep, alguém comprou tudo, moldes, peças, documentação técnica! Por quanto? Menos de 50.000,00 € (sim aqui é em Euros)!!!
Os Americanos chamam agora Lusa à arma e comercializam a mesma .
António Melo
01 julho 2010
RL2: Sargento-Chefe Cav Filipe Casimiro
O SCh Cav Filipe Casimiro assmiu as funções de SMor do RL2 com a saída, para a reserva, do SMor Cav Antunes.
Com longa folha de serviço prestado no Regimento de Lanceiros nos Esquadrões, Instrução e Secretarias, tem entre outros os Cursos PE, Segurança Altas Entidades e Operações Irregulares, participou na Cooperação Técnico-Militar com a República de Cabo Verde e chefiou a SOIS.
Nascido em Tomar, em 1961, casado e com duas filhas, ingressou no Exército, na EPC, em 1985.
Entre outras tem as seguintes condecorações: Medalha D. Afonso Henriques / 4.ª classe e Medalha de Mérito Militar / 4.ª classe.
É sócio da Associação de Lanceiros.
Os postos de Sargento-Chefe e Sargento-Mor foram criados em 1976 e são respectivamente o 2.º e o 1.º mais alto da classe de Sargentos. Publicaremos no Lanceiro/Cadernos Militares n.º4, a editar em Novembro próximo, uma historiografia e função desempenhada pelo sargento-mor no Exército, pelo nosso colaborador e historiador SMor Cav Fernando Lourenço.
Com longa folha de serviço prestado no Regimento de Lanceiros nos Esquadrões, Instrução e Secretarias, tem entre outros os Cursos PE, Segurança Altas Entidades e Operações Irregulares, participou na Cooperação Técnico-Militar com a República de Cabo Verde e chefiou a SOIS.
Nascido em Tomar, em 1961, casado e com duas filhas, ingressou no Exército, na EPC, em 1985.
Entre outras tem as seguintes condecorações: Medalha D. Afonso Henriques / 4.ª classe e Medalha de Mérito Militar / 4.ª classe.
É sócio da Associação de Lanceiros.
Os postos de Sargento-Chefe e Sargento-Mor foram criados em 1976 e são respectivamente o 2.º e o 1.º mais alto da classe de Sargentos. Publicaremos no Lanceiro/Cadernos Militares n.º4, a editar em Novembro próximo, uma historiografia e função desempenhada pelo sargento-mor no Exército, pelo nosso colaborador e historiador SMor Cav Fernando Lourenço.
29 junho 2010
XII Concurso de Equitação do RL2
O Regimento de Lanceiros N.º 2 realizou no seu campo de obstáculos, muito bem engalanado, no passado dia 19 de Junho, o seu XII Concurso de Equitação, que foi presidido pelo Exmo MGen Martins Ribeiro, 2º Comandante do CFT, em representação do TGen Comandante.
O Concurso consistiu em duas Provas de Obstáculos, uma Prova Pequena e uma Prova Média (Derby) onde participaram um total de 69 conjuntos, representando Unidades como o Comando de Logística, Escola Prática de Cavalaria, o Regimento de Cavalaria Nº3, o Regimento de Cavalaria Nº4, o Regimento de Cavalaria Nº6, o Regimento de Lanceiros Nº2, o Centro Militar de Física Equitação e Desportos, a Academia Militar, o Colégio Militar, a Unidade de Segurança e Honras de Estado da GNR e o Clube Hípico Militar “Os Lanceiros”.
Os vencedores foram, respectivamente, na Prova Pequena o Cadete Aluno Alves da AM montando Janota de Mafra e na Prova Derby o Cap Med Vet Francisco Medeiros do CM. A Cerimónia de entrega de prémios teve lugar no espaço da Piscina do RL2 onde o Comandante, Cor Cav Rui Cruz Silva, proferiu algumas palavras alusivas ao Desporto Equestre Militar e também de agradecimento pela presença dos Convidados, Cavaleiros, Revista da Cavalaria e Associação de Lanceiros (com banca com venda de revistas e angariação de novos associados), a que se seguiu um almoço convívio no Refeitório Geral que encerrou com o “Grito do Lanceiro”.
O Concurso consistiu em duas Provas de Obstáculos, uma Prova Pequena e uma Prova Média (Derby) onde participaram um total de 69 conjuntos, representando Unidades como o Comando de Logística, Escola Prática de Cavalaria, o Regimento de Cavalaria Nº3, o Regimento de Cavalaria Nº4, o Regimento de Cavalaria Nº6, o Regimento de Lanceiros Nº2, o Centro Militar de Física Equitação e Desportos, a Academia Militar, o Colégio Militar, a Unidade de Segurança e Honras de Estado da GNR e o Clube Hípico Militar “Os Lanceiros”.
Os vencedores foram, respectivamente, na Prova Pequena o Cadete Aluno Alves da AM montando Janota de Mafra e na Prova Derby o Cap Med Vet Francisco Medeiros do CM. A Cerimónia de entrega de prémios teve lugar no espaço da Piscina do RL2 onde o Comandante, Cor Cav Rui Cruz Silva, proferiu algumas palavras alusivas ao Desporto Equestre Militar e também de agradecimento pela presença dos Convidados, Cavaleiros, Revista da Cavalaria e Associação de Lanceiros (com banca com venda de revistas e angariação de novos associados), a que se seguiu um almoço convívio no Refeitório Geral que encerrou com o “Grito do Lanceiro”.
26 junho 2010
Olivença portuguesa!
Olivença (como Campo Maior e o Riba-Côa), depois de um século de indefinição de soberania, foi reconhecida portuguesa pelo Tratado de Alcanizes (1297), entre Portugal e Castela.
Em resultado da atenção recebida e do seu valor, Olivença tornou-se uma das grandes povoações do Reino, jamais sendo contestada a sua pertença a Portugal. Porém, em 1801, Espanha - sustentada pela França Napoleónica - declarou-nos guerra e ocupou aquele território e grande parte do Alto Alentejo de que resultou, pelo iníquo Tratado de Badajoz, que Olivença fosse retida pelo Estado vizinho «em qualidade de conquista». Quando a Corte portuguesa se refugiou no Brasil, com a 1.ª Invasão Francesa, em 1808, foi aquele Tratado declarado «nulo e de nenhum efeito».
No fim das Guerras Napoleónicas, as potências europeias reconheceram a absoluta pertença de Olivença a Portugal, determinando-se no Tratado de Viena «os mais eficazes esforços a fim de que se efectue a retrocessão dos ditos territórios a favor de Portugal (...) a ter lugar o mais brevemente possível». Espanha assinou o Tratado sem reservas, reconhecendo a plena legitimidade de Portugal. Todavia, Madrid não honrou tal compromisso e encetou um programa - que ainda prossegue - de espanholização de Olivença, enquanto Portugal, embora jamais reconhecendo a ocupação espanhola, nunca entendeu oportuno exigir, com firmeza e determinação, o cumprimento do Direito Internacional, arrastando-se a situação até aos dias de hoje.
A exigência da retrocessão de Olivença mantem actualidade. Primeiro, porque a atitude que Portugal tomar evidenciará como pretende posicionar-se na Europa e no Mundo: de modo desinibido, inteiro, soberano, ciente do seu valor e dos seus direitos ou, pelo contrário, subserviente, dispensável, pusilânime e «troca-tintas». Depois, porque esse passo por Olivença, transversal a toda a comunidade, pode constituir o motivo que falta para restaurar o ânimo nacional. Finalmente, porque não pode a Nação Portuguesa abandonar os seus filhos, alienados de si por acto bélico e de latrocínio e que continuam a olhá-la com Saudade.
António Marques
22 junho 2010
Associação de Lanceiros
Está criada a Associação para todos os lanceiros
A Associação de Lanceiros, fundada em 1994 como "dos Antigos Oficiais", é, agora, por alteração dos estatutos, para todos: Oficiais, Sargentos e Praças que serviram ou servem no Regimento de Lanceiros 2, ou o fizeram no RPM, no RLL ou no CIPE. Satisfazendo, assim, ao desejo de muitos lanceiros que queriam pertencer a uma organização que revivesse as tradições, as experiências e o espírito da Casa Mãe da PM e da PE.
Para pertencer basta solicitar a entrada na Associação de Lanceiros através de uma ficha de inscrição, proposta por um sócio fundador ou efectivo, que enviaremos a quem a solicite para: alanceiros@gmail.com.
A quota anual é, nesta data, de 15€.
Objectivos da Associação de Lanceiros
- Fomentar o convívio e reforçar os laços de camaradagem e solidariedade entre os seus Associados;
- Estabelecer adequada comunicação, entre os seus associados, através da publicação de revistas e outras de cariz militar;
-Promover encontros regulares e diversificados, aí se incluindo também a prática desportiva;
- Celebrar as efemérides da história do RL 2, incluindo as relativas à Arma de Cavalaria.
- Apoiar os mais carenciados e desfavorecidos (militares ou civis).
A Associação de Lanceiros tem associados:
- Honorários
- Fundadores: todos os antigos Oficiais do RL 2, inscritos até 31 de Dezembro de 2009.
- Efectivos: todos os Lanceiros (Oficiais, Sargentos e Praças) nas situações de activo, reserva, reforma ou outra.
- Convidados: os não Lanceiros.
Perguntas ou comentários? Enviar uma mensagem para: alanceiros@gmail.com
A Associação de Lanceiros, fundada em 1994 como "dos Antigos Oficiais", é, agora, por alteração dos estatutos, para todos: Oficiais, Sargentos e Praças que serviram ou servem no Regimento de Lanceiros 2, ou o fizeram no RPM, no RLL ou no CIPE. Satisfazendo, assim, ao desejo de muitos lanceiros que queriam pertencer a uma organização que revivesse as tradições, as experiências e o espírito da Casa Mãe da PM e da PE.
Para pertencer basta solicitar a entrada na Associação de Lanceiros através de uma ficha de inscrição, proposta por um sócio fundador ou efectivo, que enviaremos a quem a solicite para: alanceiros@gmail.com.
A quota anual é, nesta data, de 15€.
Objectivos da Associação de Lanceiros
- Fomentar o convívio e reforçar os laços de camaradagem e solidariedade entre os seus Associados;
- Estabelecer adequada comunicação, entre os seus associados, através da publicação de revistas e outras de cariz militar;
-Promover encontros regulares e diversificados, aí se incluindo também a prática desportiva;
- Celebrar as efemérides da história do RL 2, incluindo as relativas à Arma de Cavalaria.
- Apoiar os mais carenciados e desfavorecidos (militares ou civis).
A Associação de Lanceiros tem associados:
- Honorários
- Fundadores: todos os antigos Oficiais do RL 2, inscritos até 31 de Dezembro de 2009.
- Efectivos: todos os Lanceiros (Oficiais, Sargentos e Praças) nas situações de activo, reserva, reforma ou outra.
- Convidados: os não Lanceiros.
Perguntas ou comentários? Enviar uma mensagem para: alanceiros@gmail.com
20 junho 2010
Afeganistão
GANHAR A GUERRA
Acaba de ser publicada uma nova directiva para ganhar a guerra no Afeganistão. São ideias vindas directamente do local onde se lidera a guerra pela conquista dos “Hearts and Minds” da população afegã que aqui trazemos. Tenta-se neste texto, conciso e actual, trazer ao conhecimento dos nossos leitores como se está a tentar ganhar uma guerra que bem ou mal, também é nossa. Estão lá portugueses a combater. Alguém ainda se lembra?
Colocado por Miguel Machado em 3 de Junho de 2010 @ 0:33 em 02. OPINIÃO
Ler no no http://www.operacional.pt -
Acaba de ser publicada uma nova directiva para ganhar a guerra no Afeganistão. São ideias vindas directamente do local onde se lidera a guerra pela conquista dos “Hearts and Minds” da população afegã que aqui trazemos. Tenta-se neste texto, conciso e actual, trazer ao conhecimento dos nossos leitores como se está a tentar ganhar uma guerra que bem ou mal, também é nossa. Estão lá portugueses a combater. Alguém ainda se lembra?
Colocado por Miguel Machado em 3 de Junho de 2010 @ 0:33 em 02. OPINIÃO
Ler no no http://www.operacional.pt -
18 junho 2010
General Marcel Bigeard
Morreu hoje o mítico Coronel Bigeard, que comandou o 3.º Regimento de Paraquedistas Coloniais franceses na guerra da Argélia, cujos feitos de guerra inspiraram a obra de Jean Latérguy, "Os Centuriões". Tinha também combatido na II Guerra Mundial e na Indochina (um dos comandantes em Dien-Bien-Phu) e foi o criador do famoso "kiko" que as nossas tropas vieram mais tarde a adoptar na guerra do Ultramar.
Morreu como General, com 94 anos, tinha assente praça como soldado, sendo um dos militares franceses mais condecorados.
Morreu como General, com 94 anos, tinha assente praça como soldado, sendo um dos militares franceses mais condecorados.
17 junho 2010
Inauguração da exposição: "Nun’Álvares Pereira – Imagens de uma Vida", pelo Mestre Carlos Alberto Santos e pela Pintora e Artista Plástica Gabriela Marques da Costa, pelas 17:30 do dia 17 de Junho de 2010, no Palácio da Independência - Sociedade Histórica da Independência de Portugal (http://www.ship.pt), em Lisboa.
Estão assim reunidos todos os elementos para um grande convívio Cultural e de Portugal!
13 junho 2010
Somos lanceiros
Este é o cabeçalho da folha informativa da, agora, Associação de Lanceiros especialmente destinada aos seus associados. Enviaremos o pdf a quem a queira ler.
10 de Junho: Homenagem de Portugal aos seus Veteranos
«O DIA DOS PORTUGUESES ou, oficialmente, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado em 2010, tem um significado especial. Na verdade, assistimos esta manhã a um desfile das nossas Forças Armadas precedido de uma extensa delegação de Veteranos, de Antigos Combatentes, mais singelamente de combatentes dos exércitos em todas as guerras e conflitos em que Portugal esteve envolvido desde meados do século XX.
Ao ver desfilar umas dezenas de antigos combatentes, de todos os teatros de acção militar em que Portugal participou, não sentimos vontade nem necessidade de lhes perguntar pela guerra, pela crença ou pela época. Sentimos apenas obrigação de, pelo reconhecimento, pagar uma dívida. Sentimos orgulho por saber que é a primeira vez na história que tal acontece e que está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre Portugueses. Com efeito, é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos. (...)
Em Portugal ou no estrangeiro, no Continente ou no Ultramar, na Metrópole ou nas Colónias, as Forças Armadas portuguesas marcaram presença em vários teatros de guerra e em diversas circunstâncias. Militares portugueses lutaram em terra, no mar ou no ar, cumpriram os seus deveres e executaram as suas missões. Em Goa, em Angola, em Moçambique, na Guiné, no Kosovo, em Timor ou no Iraque. Todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações políticas superiores. As decisões foram, como deve ser, as do Estado português e do poder político do dia. Mas há sempre algo que ultrapassa esse poder. O sacrifício da vida implica algo mais que essa circunstância: é, para além das vicissitudes históricas e dos ciclos de vida política, a permanência do Estado.
Os soldados cumprem as suas missões por diversos motivos. Por dever. Por convicção. Por obrigação inescapável. Por desempenho profissional. Por sentido patriótico, político ou moral. Só cada um, em sua consciência, conhece as razões verdadeiras. Mas há sempre um vínculo, invisível seja ele, que o liga aos outros, à comunidade local ou nacional, ao Estado. É sempre em nome dessa comunidade que o soldado combate. (...)
Um antigo combatente não pode nem deve ser tratado de colonialista, fascista, democrata ou revolucionário de acordo com conveniências ou interesses menores. A sua origem, a sua classe social, a sua etnia, as suas crenças ou a sua forma de vínculo às Forças Armadas são, a este propósito, indiferentes: foram, simplesmente, soldados portugueses. (...)
Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos. É certo que há, aqui e ali, expressão de gratidão ou respeito, numa unidade, numa autarquia, numa instituição, numa lei ou numa localidade. Mas, em termos gerais e permanentes, o esquecimento ou a indiferença são superiores. Sobretudo por omissão do Estado. Dos aspectos materiais aos familiares, passando pelos espirituais e políticos, o Estado cumpre mal o seu dever de respeito perante aqueles a quem tudo se exigiu. (...)
As diferenças de opinião e de crença não devem impedir de respeitar todos os que fizeram a guerra, com convicção ou por obediência ao poder político, desde que, evidentemente, o tenham feito sem abuso. Merecem as pensões que lhes são devidas. Merecem atenção e cuidado. Merecem um Dia do Combatente oficialmente estabelecido. Merecem que as suas associações sejam consideradas de utilidade pública. Merecem estar presentes nas cerimónias públicas e oficiais. Mas sobretudo merecem respeito.
Os Portugueses são parcos em respeito pelos seus mortos e até o Estado não é muito explícito no cumprimento desse dever. Pois bem: está chegada a altura de eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre Veteranos de nome e Veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos. Pela Pátria ou pelo seu País, pelo Estado ou pela sua profissão, foi pela sua comunidade nacional que todos eles combateram e se sacrificaram. (...)
Aos Veteranos e antigos Combatentes que hoje estiveram connosco pela primeira vez, nada se lhes pede. Nada devem aos seus contemporâneos. Nós é que estamos em dívida para com eles. São o Estado e a sociedade que lhes devem algo. O que lhes pedimos hoje foi muito simples: aceitem a homenagem que o Estado e os Portugueses vos prestaram! Não estamos aqui a festejar a guerra, mas sim os soldados! E não há melhor dia, do que o Dia de Portugal, para o fazer.»
António Barreto excertos do discurso na Sessão Solene do 10 de Junho
Faro, 10 de Junho de 2010
Ao ver desfilar umas dezenas de antigos combatentes, de todos os teatros de acção militar em que Portugal participou, não sentimos vontade nem necessidade de lhes perguntar pela guerra, pela crença ou pela época. Sentimos apenas obrigação de, pelo reconhecimento, pagar uma dívida. Sentimos orgulho por saber que é a primeira vez na história que tal acontece e que está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre Portugueses. Com efeito, é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos. (...)
Em Portugal ou no estrangeiro, no Continente ou no Ultramar, na Metrópole ou nas Colónias, as Forças Armadas portuguesas marcaram presença em vários teatros de guerra e em diversas circunstâncias. Militares portugueses lutaram em terra, no mar ou no ar, cumpriram os seus deveres e executaram as suas missões. Em Goa, em Angola, em Moçambique, na Guiné, no Kosovo, em Timor ou no Iraque. Todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações políticas superiores. As decisões foram, como deve ser, as do Estado português e do poder político do dia. Mas há sempre algo que ultrapassa esse poder. O sacrifício da vida implica algo mais que essa circunstância: é, para além das vicissitudes históricas e dos ciclos de vida política, a permanência do Estado.
Os soldados cumprem as suas missões por diversos motivos. Por dever. Por convicção. Por obrigação inescapável. Por desempenho profissional. Por sentido patriótico, político ou moral. Só cada um, em sua consciência, conhece as razões verdadeiras. Mas há sempre um vínculo, invisível seja ele, que o liga aos outros, à comunidade local ou nacional, ao Estado. É sempre em nome dessa comunidade que o soldado combate. (...)
Um antigo combatente não pode nem deve ser tratado de colonialista, fascista, democrata ou revolucionário de acordo com conveniências ou interesses menores. A sua origem, a sua classe social, a sua etnia, as suas crenças ou a sua forma de vínculo às Forças Armadas são, a este propósito, indiferentes: foram, simplesmente, soldados portugueses. (...)
Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos. É certo que há, aqui e ali, expressão de gratidão ou respeito, numa unidade, numa autarquia, numa instituição, numa lei ou numa localidade. Mas, em termos gerais e permanentes, o esquecimento ou a indiferença são superiores. Sobretudo por omissão do Estado. Dos aspectos materiais aos familiares, passando pelos espirituais e políticos, o Estado cumpre mal o seu dever de respeito perante aqueles a quem tudo se exigiu. (...)
As diferenças de opinião e de crença não devem impedir de respeitar todos os que fizeram a guerra, com convicção ou por obediência ao poder político, desde que, evidentemente, o tenham feito sem abuso. Merecem as pensões que lhes são devidas. Merecem atenção e cuidado. Merecem um Dia do Combatente oficialmente estabelecido. Merecem que as suas associações sejam consideradas de utilidade pública. Merecem estar presentes nas cerimónias públicas e oficiais. Mas sobretudo merecem respeito.
Os Portugueses são parcos em respeito pelos seus mortos e até o Estado não é muito explícito no cumprimento desse dever. Pois bem: está chegada a altura de eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre Veteranos de nome e Veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos. Pela Pátria ou pelo seu País, pelo Estado ou pela sua profissão, foi pela sua comunidade nacional que todos eles combateram e se sacrificaram. (...)
Aos Veteranos e antigos Combatentes que hoje estiveram connosco pela primeira vez, nada se lhes pede. Nada devem aos seus contemporâneos. Nós é que estamos em dívida para com eles. São o Estado e a sociedade que lhes devem algo. O que lhes pedimos hoje foi muito simples: aceitem a homenagem que o Estado e os Portugueses vos prestaram! Não estamos aqui a festejar a guerra, mas sim os soldados! E não há melhor dia, do que o Dia de Portugal, para o fazer.»
António Barreto excertos do discurso na Sessão Solene do 10 de Junho
Faro, 10 de Junho de 2010
11 junho 2010
Os M5 A1 "Stuart" em Angola
«A "Licas", a "Milocas" e a "Gina" percorreram milhares de quilómetros nas picadas do norte de Angola, protegendo e salvando as vidas de muitos homens. Engane-se o leitor que julgue serem três bonitas enfermeiras. Tinham nomes de mulher mas eram de aço, moviam-se sobre lagartas e a sua ração de combate era óleo e gasolina. Os guerrilheiros nacionalistas da FNLA chamaram-lhes “Elefante Dundum”...
Graças à determinação e entusiasmo do então Capitão de Cavalaria Mendes Paulo, três velhinhos carros de combate M5 A1 "Stuart" da 2ª Guerra Mundial, foram os protagonistas de uma aventura sem igual em terras Africanas, ficando para a história como os únicos Tanques usados na guerra do ultramar e os únicos a verem combate em toda a história do exército Português. Resgatados a muito custo do Depósito de Material em Beirolas onde enferrujavam, estes veteranos de muitas batalhas tiveram nova oportunidade de emprego, Pintados de fresco e revistos, embarcaram para Angola em 1967, e até 1972 distinguiram-se em muitas missões de escolta e reconhecimento.»
Este é o início do texto e uma das ilustrações do artigo de Alexandre Gonçalves publicado no Lanceiro - Cadernos Militares n.º 3 agora publicado que pode ser solicitado para jornallanceiro@gmail.com.
Preço 5€ (portes incluídos) e já à venda nas livrarias de Lisboa e Évora (ver em Edições).
Graças à determinação e entusiasmo do então Capitão de Cavalaria Mendes Paulo, três velhinhos carros de combate M5 A1 "Stuart" da 2ª Guerra Mundial, foram os protagonistas de uma aventura sem igual em terras Africanas, ficando para a história como os únicos Tanques usados na guerra do ultramar e os únicos a verem combate em toda a história do exército Português. Resgatados a muito custo do Depósito de Material em Beirolas onde enferrujavam, estes veteranos de muitas batalhas tiveram nova oportunidade de emprego, Pintados de fresco e revistos, embarcaram para Angola em 1967, e até 1972 distinguiram-se em muitas missões de escolta e reconhecimento.»
Este é o início do texto e uma das ilustrações do artigo de Alexandre Gonçalves publicado no Lanceiro - Cadernos Militares n.º 3 agora publicado que pode ser solicitado para jornallanceiro@gmail.com.
Preço 5€ (portes incluídos) e já à venda nas livrarias de Lisboa e Évora (ver em Edições).
10 junho 2010
O herói Cmdt Oliveira e Carmo
Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo, oficial da Marinha Portuguesa, morreu em combate depois de uma acção heróica contra as forças da União Indiana que invadiam a Índia Portuguesa.
Foi hoje homenageado junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar.
Em finais de 1961, o jovem 2º Tenente Oliveira e Carmo, 25 anos, comandava a Lancha "Vega" baseada em Diu ao serviço do Comando Naval da Índia Portuguesa, quando se dá o ataque da União Indiana àquele território. No dia 18 de Dezembro, depois de tentar efectuar um ataque e reconhecimento ao cruzador indiano "Delhi", o Tenente Oliveira e Carmo decide entrar em combate com os caça-bombardeiros Vampire, da Força Aérea Indiana, que atacavam as forças portuguesas em Diu. Começou por se fardar «de branco», explicando aos marinheiros «que assim morreria com mais honra». Exortou-os a lutar até ao fim: «Fazemos parte da defesa de Diu e da Pátria e vamos cumprir até ao último homem e última bala se possível». Com o fogo da peça antiaérea de 20 mm da "Vega" são repelidos vários ataques aéreos. No entanto num derradeiro ataque os Vampire bombardeiam a lancha atingido-o mortalmente no peito por disparos de um avião, mas antes, já uma rajada lhe havia cortado «as pernas totalmente pelas coxas». Morrem também dois marinheiros - António Ferreira e Aníbal Fernandes Jardino - e ficam feridos outros dois. A guarnição da «Vega» era, apenas, de sete homens.
Pelo seu acto heróico, a título póstumo, Oliveira e Carmo foi condecorado com a Ordem Militar da Torre e Espada e promovido ao posto de Capitão-Tenente.
A pequena lancha de fiscalização, de 17 metros de comprimento e uma única metralhadora de 20 mm, largada da doca de Diu, passou a barra e fez-se ao mar alto, em direcção ao «Delhi», um cruzador indiano de 9740 toneladas. Durante a sangrenta batalha, não foi a artilharia do navio inimigo que derrotou a «Vega», mas a metralha cruzada de dois ou três aviões.O corpo do Cmdt Oliveira e Carmo nunca foi encontrado.
07 junho 2010
10 de Junho: veteranos desfilam em Faro
Tal como noutros países, nomeadamente a Grã-Bretanha, os antigos combatentes portugueses, segundo "A Voz do Combatente, vão poder desfilar, pela primeira vez, junto com as Forças Armadas, no próximo dia 10 de Junho, Dia de Portugal, em Faro.
Desfilarão à frente das F.A. os antigos combatentres do Ultramar e os das missões de paz, de fato civil, com condecorações e boina. Não haverá bandeiras ou estandartes das associações. Na foto, em Inglaterra, desfile dos veteranos de uma Associação de Cavalaria.
Desfilarão à frente das F.A. os antigos combatentres do Ultramar e os das missões de paz, de fato civil, com condecorações e boina. Não haverá bandeiras ou estandartes das associações. Na foto, em Inglaterra, desfile dos veteranos de uma Associação de Cavalaria.
05 junho 2010
Quantos militares servem em missões exteriores?
Sempre que alguém pretende abordar este assunto do número de militares portugueses que têm servido em missões expedicionárias nos últimos 20 anos, depara-se imediatamente com o problema das fontes: onde procurar?No http://www.operacional.pt/quantos-militares-temos-em-missoes-exteriores/ encontra uma análise do tema.
03 junho 2010
Um porta-aviões moderno
O USS J.F.K. atracado em Malta.
Já tinha percebido como é realmente grande um porta-aviões moderno?
Esta foto dá bem a proporção do tamanho do navio com coisas tais como edifícios, casas, carros, etc.
Já tinha percebido como é realmente grande um porta-aviões moderno?
Esta foto dá bem a proporção do tamanho do navio com coisas tais como edifícios, casas, carros, etc.
02 junho 2010
O RL2 e a visita de SS o Papa Bento XVI
O Grupo de Polícia do Exército assegurou as escoltas e segurança ao transporte terrestre dos dois Papamóveis e das Bagagens da comitiva Papal, executou Alas de Cortesia a SS o Papa à entrada da Igreja dos Jerónimos e reforçou a Segurança e Protecção Pessoal no Regimento de Artilharia N.º 5 durante a sua permanência.
Empenhou 7 Oficiais, 14 Sargentos e 72 Praças, tendo sido percorridos com 22 viaturas e 4 motociclos, 4900 Km e gastos cerca de 500 litros de combustível, nos trajectos da visita Papal: Lisboa – Fátima – Porto.
01 junho 2010
23 maio 2010
Cadernos Militares do Lanceiro n.º 3
Na próxima semana inicia-se o envio, gratuito, para os associados da Associação de Lanceiros, da nossa revista "Cadernos Militares do Lanceiro n.º 3". Os não associados poderão adquiri-lo por 5 €, solicitadando-a para o e-mail: jornallanceiro@gmail.com.
Sumário:
05 Nota de Abertura / Correio
06 Guiné: Comandos Africanos
07 Arte: Eduardo Serra
08 Postura - Jorge de Lancastre
09 Lanceiros: Novas Capacidades - TCor Paraq Miguel Machado
13 Guerra Peninsular e a Cavalaria - TGen Alexandre Sousa Pinto
17 Mui Breve História de Lisboa - Carlos Dias de Almeida
20 Golpes Militares em Portugal - Roberto de Moraes
26 Cor Alfredo Albuquerque - TCor Cav António Marcos Andrade
29 A Mulher nas F. A. - Cap Ten MN Óscar de Figueiredo
32 Ponte da Mizarela - SMor Cav Fernando Lourenço
38 PM: As Companhias de S. Tomé e Timor - HQN, JCP e FES
45 CPM 1446: Patrulhamento ao Bindá - Luís Alfacinha de Brito
55 CPM 1579: Memórias de Timor - Filipe Barbeitos
62 Reflexões
63 Nuno Álvares e a Função Militar - Gen António Martins Barrento
71 Diário do Ten Cav José Augusto Costa
82 Capitães de Portugal: Capitães Caçorino Dias e Ricardo Alçada
83 Angola: M5 A1 - Alexandre Gonçalves
92 Da Caserna ...
93 As Nossas Publicações
94 Tenda do Lanceiro
- Brevemente estará também à venda nas livrarias indicadas na página "Edições"
Sumário:
05 Nota de Abertura / Correio
06 Guiné: Comandos Africanos
07 Arte: Eduardo Serra
08 Postura - Jorge de Lancastre
09 Lanceiros: Novas Capacidades - TCor Paraq Miguel Machado
13 Guerra Peninsular e a Cavalaria - TGen Alexandre Sousa Pinto
17 Mui Breve História de Lisboa - Carlos Dias de Almeida
20 Golpes Militares em Portugal - Roberto de Moraes
26 Cor Alfredo Albuquerque - TCor Cav António Marcos Andrade
29 A Mulher nas F. A. - Cap Ten MN Óscar de Figueiredo
32 Ponte da Mizarela - SMor Cav Fernando Lourenço
38 PM: As Companhias de S. Tomé e Timor - HQN, JCP e FES
45 CPM 1446: Patrulhamento ao Bindá - Luís Alfacinha de Brito
55 CPM 1579: Memórias de Timor - Filipe Barbeitos
62 Reflexões
63 Nuno Álvares e a Função Militar - Gen António Martins Barrento
71 Diário do Ten Cav José Augusto Costa
82 Capitães de Portugal: Capitães Caçorino Dias e Ricardo Alçada
83 Angola: M5 A1 - Alexandre Gonçalves
92 Da Caserna ...
93 As Nossas Publicações
94 Tenda do Lanceiro
- Brevemente estará também à venda nas livrarias indicadas na página "Edições"
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